O Mounjaro, remédio da marca
Eli Lilly & Co., se tornou o medicamento mais vendido do mundo. O fármaco
para diabetes desbancou o remédio para câncer Keytruda, da Merck & Co., uma
das companhias mais rentáveis do setor.
De acordo com a agência de
notícias Bloomberg, no primeiro trimestre de 2026, o Mounjaro gerou US$ 8,7
bilhões em vendas para a Eli Lilly, superando os US$ 7,9 bilhões registrados
pelo Keytruda no mesmo período.
O Mounjaro, usado para
diminuir níveis de glicose no corpo, usa como princípio ativo a tirzepatida,
mesma substância do remédio Zepbound, usado para perda de peso. Somados, os
dois medicamentos geraram uma receita de US$ 36,5 bilhões, superando os US$ 31,6
bilhões anuais do Keytruda em 2025.
O Keytruda ocupava o topo do
ranking global desde o primeiro trimestre de 2023, quando desbancou o Humira,
da farmacêutica AbbVie, um medicamento para doenças autoimunes.
Tendência
Para analistas do mercado financeiro, como Evan Seigerman (BMO da Capital
Markets), medicamentos da categoria GLP-1/GIP estão redesenhando o cenário da
indústria farmacêutica global e se tornando o maior motor de crescimento do
setor. A tendência de aumento nas vendas se tornou algo inevitável tendo em
vista a eficácia e a segurança desses tratamentos contra obesidade e diabetes.
A Merck deve enfrentar ainda
mais desafios no futuro. A farmacêutica se prepara para a expiração da patente
principal do Keytruda em 2028, o que deve intensificar a pressão para obter
resultados nos próximos anos.


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