O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (20) dois decretos que criam
novas regras para plataformas digitais no Brasil e ampliam a proteção de
mulheres no ambiente online. As medidas serão publicadas no Diário Oficial da
União nesta quinta-feira (21).
Os decretos foram assinados
durante evento dos 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, no
Palácio do Planalto.
Uma das principais mudanças é
que plataformas digitais poderão ser responsabilizadas por falhas na prevenção
de golpes, fraudes e conteúdos ligados a crimes graves, como terrorismo,
exploração sexual infantil, tráfico de pessoas, incentivo à automutilação e
violência contra mulheres.
As empresas que vendem
anúncios também terão que guardar dados dos anunciantes para ajudar na
identificação de criminosos e na reparação de danos às vítimas.
Outra novidade é que
a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) passa a ter poder
para fiscalizar e investigar possíveis infrações ao Marco Civil da Internet.
Proteção às mulheres na
internet
O segundo decreto cria regras
específicas para combater violência digital contra mulheres.
As plataformas deverão manter
canais rápidos e permanentes para denúncias de divulgação de imagens íntimas
sem autorização, inclusive conteúdos criados com inteligência artificial.
Nesses casos, o material
deverá ser removido em até duas horas após a denúncia.
O governo também determinou
que as plataformas adotem medidas preventivas para evitar a circulação desse
tipo de conteúdo.
Principais novidades das leis
sancionadas
Além dos decretos, Lula
sancionou quatro projetos de lei voltados ao combate à violência contra a
mulher.
Cadastro Nacional de Agressores
Foi criado o Cadastro Nacional de Agressores, um banco de dados com informações de condenados por crimes contra mulheres, como:
- feminicídio;
- estupro;
- assédio sexual;
- perseguição;
- violência psicológica;
- lesão corporal;
- divulgação de intimidade sexual sem autorização.
Os dados das vítimas permanecerão em sigilo.
Medidas mais duras para presos que ameaçam vítimas
Outra lei endurece punições para agressores que continuam ameaçando mulheres mesmo presos.
Entre as medidas estão:
- transferência do agressor para presídios de outros estados;
- punição mais rígida para descumprimento de regras durante saídas temporárias;
- aumento das penalidades em casos de violência contínua contra vítimas e familiares.
Ampliação do afastamento imediato do agressor
Também foi ampliada a possibilidade de afastamento imediato do agressor em casos de violência:
- moral;
- patrimonial;
- sexual.
Menos burocracia para medidas protetivas
O governo ainda sancionou uma lei que acelera o cumprimento de decisões judiciais e medidas protetivas, incluindo pagamentos de pensão alimentícia, para garantir mais rapidez na proteção das vítimas.
Via: BG

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