O homem que estuprou e matou a
menina Maria Fernanda da Silva Ramos, de apenas 12 anos, foi condenado a 41
anos e seis meses de prisão. O julgamento de Alex Moreira da Silva chegou ao
fim na noite dessa quinta-feira (21), em São Gonçalo do Amarante.
Para a família, a pena poderia
ser ainda maior. "Eu achei injustiça. Foi uma crueldade o que ele fez. A
criança não vai voltar mais para a família. Para mim, deveria ser 50 anos ou
mais. Para mim, é injustiça. Queria que ele ficasse 100 anos, que não saísse
mais", disse Wiltemberg Silva, tio da menina.
Alex foi condenado pelos
crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, estupro de vulnerável e
fraude processual. Ele havia sido preso dias após o crime e estava na Cadeia
Pública de Ceará-Mirim, para onde deverá retornar depois da condenação.
Para os familiares, o que
chamou mais atenção foi o fato de o pedreiro ser alguém do convívio com a
menina.
Relembre o crime
Maria Fernanda desapareceu por
volta do meio-dia de 31 de outubro de 2024. Pela manhã, ela esteve em um
projeto social no bairro Golandim, onde morava com a família. À tarde, iria
para a escola, mas não chegou lá.
No dia 1º de novembro, a
família registrou um Boletim de Ocorrência. Segundo a Polícia Civil, as
investigações começaram no mesmo dia. No dia seguinte, parentes e amigos
fizeram um protesto na BR-101, entre São Gonçalo do Amarante e Natal, pedindo
celeridade no caso.
O corpo da menina só foi
encontrado no dia 4 de novembro, em Pititinga, no município de Rio do Fogo.
Alex foi preso no mesmo dia. Segundo as investigações à época, ele tinha
marcado um encontro amoroso com a vítima. Durante o ato, eles teriam se
desentendido e a menina acabou sendo assassinada.


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