A disparidade na inserção de
Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho do Rio Grande do Norte permanece
um desafio crítico para a equidade social. O Censo Demográfico analisado pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cujos dados foram
divulgados em 18/09/2026, revelou que, em 2022, a taxa de ocupação deste grupo
no Estado era de apenas 25,2%, contra 48,2% da população potiguar em geral.
Este abismo nas oportunidades
profissionais impacta diretamente a autonomia e a dignidade das Pessoas com
Deficiência, evidenciando as barreiras estruturais que impedem o pleno
exercício da cidadania. Embora o Rio Grande do Norte ocupe a quinta posição tanto
no Nordeste quanto no País em acessibilidade laboral, o cenário nacional
espelha a mesma exclusão: enquanto 29% das pessoas com deficiência estavam
ocupadas no País em 2022, o índice entre pessoas sem deficiência chegava a
55,8%.
As informações compõem a
segunda edição da publicação Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais
no Brasil, que mapeia não apenas o emprego, mas também o acesso à educação,
mobilidade e direitos básicos. No âmbito da proteção social, o estudo aponta
que, entre as Pessoas com Deficiência ocupadas no Rio Grande do Norte, 52,5%
realizavam contribuições para institutos de previdência.
A desigualdade também se
manifesta nos rendimentos, agravada pelo recorte de gênero. A renda média de
homens com deficiência era de R$ 1.241, valor próximo aos R$ 1.271 recebidos
por homens sem deficiência. Entre as mulheres, contudo, o hiato é mais acentuado:
trabalhadoras com deficiência recebiam R$ 1.113, enquanto mulheres sem
deficiência auferiam, em média, R$ 1.271.
Fonte: Blog
do FM





