O ex-jogador Oscar Schmidt
morreu nesta sexta-feira 17, aos 68 anos, em Santana de Parnaíba (SP), após
passar mal. A informação foi confirmada por sua assessoria. Considerado um dos
maiores nomes da história do basquete, o atleta, conhecido como “Mão Santa”,
construiu uma trajetória marcada por feitos inéditos e reconhecimento
internacional.
Oscar chegou a ser levado ao
Hospital Municipal Santa Ana, mas não resistiu. Nos últimos meses, familiares
já indicavam um quadro de saúde debilitado, agravado após cirurgia recente. O
ex-jogador enfrentava há cerca de 15 anos um tumor cerebral, período em que
manteve postura pública de resiliência e engajamento. Nascido em Natal, Rio
Grande do Norte, ele se mudou para São Paulo e ser um vencedor no basquete e se
tornar o maior jogador brasilleiro na modalidade.
Ícone da Seleção Brasileira de
Basquete, Oscar eternizou a camisa 14 e se tornou referência técnica e
simbólica do esporte no País. Ele disputou cinco edições consecutivas dos Jogos
Olímpicos, recorde entre atletas brasileiros, e permanece como o único jogador
a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição.
Ao longo da carreira, acumulou
conquistas relevantes, incluindo três títulos Sul-Americanos, um ouro nos Jogos
Pan-Americanos e a medalha de bronze no Mundial de 1978. Seu desempenho o
colocou entre os principais nomes do basquete internacional, com reconhecimento
institucional raro: foi incluído no Hall da Fama da Fiba e, de forma inédita
para um jogador que não atuou na liga norte-americana, também no Hall da Fama
da NBA.
Além dos números, Oscar se
destacou pela capacidade de liderança e pelo impacto fora das quadras. Sua
trajetória foi frequentemente associada a valores como disciplina, dedicação e
paixão pelo esporte, consolidando sua imagem como referência para diferentes
gerações de atletas.
Em nota, a família destacou a
luta prolongada do ex-jogador contra a doença e ressaltou seu exemplo de vida.
A despedida será realizada de forma reservada, restrita aos familiares, em
respeito ao desejo de privacidade neste momento.
Nas redes sociais, o filho
Felipe Schmidt prestou homenagem ao pai. “Como filho, eu só tenho a dizer: pai,
vou sentir a sua falta. Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem
e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi. Você foi um exemplo de
vida para mim, e eu nunca, nunca vou te esquecer”, escreveu.
A morte de Oscar Schmidt
encerra um dos capítulos mais relevantes da história do esporte brasileiro. Seu
legado, marcado por excelência técnica e impacto humano, permanece como
referência no basquete mundial e na memória coletiva do País.
Via: Agora RN
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