Como parte da campanha de
pressão contra Cuba, o governo dos Estados Unidos acusou o país caribenho de
espionagem e infiltração em instituições norte-americanas. As alegações constam
em um relatório divulgado pelo chefe do Departamento de Estado, Marco Rubio,
nesta segunda-feira (20/7).
O secretário de Estado dos
EUA, que é filho de imigrantes cubanos e conhecido por sua postura crítica
contra o governo da ilha, afirmou que Cuba “tem sido o principal patrocinador
do esquerdismo radical” no país há décadas.
No relatório de 100 páginas, a
diplomacia norte-americana classifica a ilha caribenha como “a capital do
comunismo do século 21” e traça uma linha histórica das supostas atividades de
Cuba contra os EUA, a partir da Revolução Cubana no fim da década de 1950,
liderada por Fidel Castro.
“Há quase sete décadas, o
regime cubano conduz uma campanha persistente de subversão contra os Estados
Unidos. Trata-se de uma campanha que se infiltrou nos mais altos escalões do
governo americano, recrutou e cultivou gerações de ativistas americanos, apoiou
uma onda sem precedentes de terrorismo de esquerda em solo americano e realizou
uma das mais duradouras e danosas operações de infiltração de inteligência
estrangeira na história dos Estados Unidos”, diz trecho do documento.
As acusações surgem em um
momento de grande tensão entre Washington e Havana. Desde que Donald Trump
assumiu a Casa Branca pela segunda vez, em janeiro de 2025, os EUA aumentaram a
pressão contra o país caribenho.
Entre as medidas, estão novas
sanções econômicas que miram lideranças da ilha, ameaças militares e, até
mesmo, uma ação judicial contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, acusado de
participar de um ataque contra aeronaves norte-americanas na década de 1990.
O caso contra Castro envolve
uma rede de espionagem cubana, enviada para os EUA para monitorar organizações
anticastristas na Flórida, que atuavam em ataques e operações contra a ilha. As
pressões, segundo Rubio, têm como objetivo mudar o governo de Cuba.
O secretário de Estado dos
EUA, que é filho de imigrantes cubanos e conhecido por sua postura crítica
contra o governo da ilha, afirmou que Cuba “tem sido o principal patrocinador
do esquerdismo radical” no país há décadas.
No relatório de 100 páginas, a diplomacia norte-americana classifica a ilha caribenha como “a capital do comunismo do século 21” e traça uma linha histórica das supostas atividades de Cuba contra os EUA, a partir da Revolução Cubana no fim da década de 1950, liderada por Fidel Castro.




