O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo 15, que a Organização do Tratado do
Atlântico Norte (Otan) poderá enfrentar um “futuro muito ruim” caso os aliados
europeus não participem de uma ação para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado
pelo Irã em meio ao conflito no Oriente Médio.
Em entrevista ao jornal
Financial Times, Trump disse esperar que os parceiros da aliança militar
colaborem para restabelecer a segurança na passagem marítima, considerada uma
das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo. O bloqueio da via
tem pressionado os preços internacionais de combustíveis.
“Se não houver resposta ou se
for uma resposta negativa (ao pedido dos Estados Unidos), acho que será muito
ruim para o futuro da Otan”, afirmou o presidente. O estreito liga o Golfo
Pérsico ao Golfo de Omã e concentra uma parcela significativa do fluxo mundial
de petróleo. O fechamento da rota elevou temores de interrupções no
abastecimento global e contribuiu para a alta das cotações do barril nas
últimas semanas.
Trump comparou o momento atual
ao apoio prestado pelos Estados Unidos à Ucrânia na guerra contra a Rússia,
indicando que espera postura semelhante dos países europeus na atual crise. O
presidente também mencionou que pode adiar uma visita planejada à China, onde
pretendia se reunir com o líder chinês Xi Jinping, enquanto tenta pressionar
Pequim a colaborar para a reabertura da passagem.
“Gostaríamos de saber antes
disso. [Duas semanas é] muito tempo. [Caso contrário] poderíamos adiar [a
viagem]”, disse Trump. Segundo ele, países europeus e a própria China dependem
mais do fluxo de petróleo do Golfo do que os Estados Unidos. “É lógico que
aqueles que se beneficiam dessa via ajudem a garantir que nada de ruim aconteça
ali”, afirmou.
Questionado sobre o tipo de
apoio esperado dos aliados, Trump mencionou o envio de navios de desminagem e
de equipes capazes de neutralizar ameaças ao longo da costa iraniana. O
presidente afirmou ainda a jornalistas a bordo do Air Force One que Washington
mantém conversas com cerca de sete países para formar uma cooperação
internacional voltada à reabertura do estreito.
A escalada das tensões e a
incerteza sobre a duração da guerra envolvendo o Irã têm provocado volatilidade
nos mercados de energia. Nas últimas duas semanas, os preços do petróleo
registraram forte alta, impulsionados pelo risco de interrupções no fornecimento
global caso o bloqueio da passagem marítima se prolongue.
Via: Por O
Correio de Hoje


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