segunda-feira, 16 de março de 2026

MUNDO: Trump pressiona aliados da Otan a agir após bloqueio do estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo 15, que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) poderá enfrentar um “futuro muito ruim” caso os aliados europeus não participem de uma ação para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã em meio ao conflito no Oriente Médio.

Em entrevista ao jornal Financial Times, Trump disse esperar que os parceiros da aliança militar colaborem para restabelecer a segurança na passagem marítima, considerada uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo. O bloqueio da via tem pressionado os preços internacionais de combustíveis.

“Se não houver resposta ou se for uma resposta negativa (ao pedido dos Estados Unidos), acho que será muito ruim para o futuro da Otan”, afirmou o presidente. O estreito liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra uma parcela significativa do fluxo mundial de petróleo. O fechamento da rota elevou temores de interrupções no abastecimento global e contribuiu para a alta das cotações do barril nas últimas semanas.

Trump comparou o momento atual ao apoio prestado pelos Estados Unidos à Ucrânia na guerra contra a Rússia, indicando que espera postura semelhante dos países europeus na atual crise. O presidente também mencionou que pode adiar uma visita planejada à China, onde pretendia se reunir com o líder chinês Xi Jinping, enquanto tenta pressionar Pequim a colaborar para a reabertura da passagem.

“Gostaríamos de saber antes disso. [Duas semanas é] muito tempo. [Caso contrário] poderíamos adiar [a viagem]”, disse Trump. Segundo ele, países europeus e a própria China dependem mais do fluxo de petróleo do Golfo do que os Estados Unidos. “É lógico que aqueles que se beneficiam dessa via ajudem a garantir que nada de ruim aconteça ali”, afirmou.

Questionado sobre o tipo de apoio esperado dos aliados, Trump mencionou o envio de navios de desminagem e de equipes capazes de neutralizar ameaças ao longo da costa iraniana. O presidente afirmou ainda a jornalistas a bordo do Air Force One que Washington mantém conversas com cerca de sete países para formar uma cooperação internacional voltada à reabertura do estreito.

A escalada das tensões e a incerteza sobre a duração da guerra envolvendo o Irã têm provocado volatilidade nos mercados de energia. Nas últimas duas semanas, os preços do petróleo registraram forte alta, impulsionados pelo risco de interrupções no fornecimento global caso o bloqueio da passagem marítima se prolongue.

Via: Por O Correio de Hoje

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