As liberações dos mosquitos
com Wolbachia, conhecidos como “Wolbitos”, em Natal serão concluídas na próxima
semana, marcando o fim da etapa de solturas da estratégia adotada pela
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para reduzir a transmissão de dengue, zika
e chikungunya. Com o encerramento dessa fase, terá início o monitoramento da
presença da bactéria nos mosquitos da cidade, enquanto os primeiros resultados
concretos da intervenção são esperados após cerca de um ano do início das
liberações.
Atualmente, as solturas ocorrem nos bairros Alecrim, Areia Preta, Candelária, Capim Macio, Dix-Sept Rosado, Mãe Luiza, Neópolis, Nossa Senhora de Nazaré, Ponta Negra, Quintas, Redinha, Rocas e Santos Reis. “As liberações acabam na próxima semana e aí o pessoal vai iniciar a fase de monitoramento”. A pasta informa ainda que “resultados concretos mesmo a previsão é depois de um ano de início das solturas”, informou a SMS à reportagem do AGORA RN.
Durante a fase de implantação, a SMS ressalta que pode ocorrer um aumento temporário da quantidade de mosquitos em algumas áreas da cidade. De acordo com o município, esse crescimento é esperado e faz parte da estratégia de implementação do método. Os Wolbitos são mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, presente naturalmente em mais da metade dos insetos existentes na natureza. Quando liberados, eles se reproduzem com os mosquitos locais, fazendo com que a bactéria seja transmitida às novas gerações. Com isso, os insetos passam a ter dificuldade de desenvolver e transmitir os vírus da dengue, zika e chikungunya.
Segundo a SMS, o Método
Wolbachia é seguro, natural e autossustentável e representa uma medida
complementar às demais ações de combate às arboviroses. Mesmo após o
encerramento das liberações, a orientação é que a população continue eliminando
água parada e criadouros do mosquito, já que a participação da comunidade
permanece fundamental para o controle das doenças.
A estratégia começou em Natal com a inauguração, em outubro passado, da biofábrica instalada no bairro Felipe Camarão, resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Natal, o World Mosquito Program (WMP Brasil), o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com aproximadamente 400 metros quadrados, a unidade é responsável pela produção dos Wolbitos e conta com salas de triagem, criação de larvas, lavagem, estoque e montagem dos tubos utilizados nas liberações em campo.
Na inauguração, o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, classificou a iniciativa como um investimento em prevenção. “Esse é um momento histórico no município de Natal, em que vamos contar com mais essa tecnologia para auxiliar na redução significativa dos casos de dengue, zika e chikungunya. Porque saúde não é a doença, também é a prevenção e cuidado, e essa é mais uma estratégia que se soma às ações contínuas de controle vetorial que a gestão vem desenvolvendo e vai contribuir para a diminuição de casos de arboviroses no município”, afirmou.







