A produção industrial do Rio
Grande do Norte caiu 13,6% em abril na comparação com o mesmo mês de 2025,
registrando o pior desempenho entre os estados pesquisados pelo IBGE.
O principal impacto veio da
fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que recuou 27,8%.
A produção de alimentos também caiu 1,7%, após alta registrada em março.
Segundo o IBGE, a queda foi
influenciada principalmente pela menor produção de óleo diesel. No setor
alimentício, houve redução na fabricação de castanha de caju beneficiada,
sorvetes, picolés, balas e outros confeitos. Apesar do resultado negativo, dois
segmentos apresentaram avanço em abril: Confecção de artigos do vestuário
e acessórios: +56%; Indústrias extrativistas: +16,3%.
Cenário nacional
No Brasil, a produção
industrial cresceu 2,7% em abril, com alta em 12 dos 18 locais pesquisados.
Os maiores avanços foram
registrados no Espírito Santo (+32,9%) e no Rio de Janeiro (+10,1%). Além do
RN, também tiveram queda Maranhão (-5,4%), Amazonas (-4,2%), Pernambuco
(-3,8%), Pará (-2,8%) e Ceará (-0,4%).
Acumulado de 2026
De janeiro a abril de 2026, a
indústria potiguar acumula retração de 17,9%.
As maiores quedas ocorreram
em:
- Coque, derivados de petróleo e
biocombustíveis: -29,9%;
- Produtos alimentícios: -6,2%;
- Indústrias extrativistas: -5,6%.
O único setor em alta no
período foi o de confecção de vestuário e acessórios, com crescimento de 41,5%.
Resultado em 12 meses
No acumulado dos últimos 12
meses, a produção industrial do RN registra queda de 12,4%.
Os destaques positivos foram
as indústrias extrativistas (+9,2%) e a confecção de vestuário (+50,2%). Já a
fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis recuou 24,2%,
enquanto a produção de alimentos caiu 1,4%.
Com informações de
Tribuna do Norte


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