terça-feira, 16 de junho de 2026

CÚPULA DO G7: G7 debate novas sanções contra Rússia; Trump sugere retomada de restrições

Líderes do G7 debateram nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, a possibilidade de impor novas sanções contra a Rússia. A decisão, tomada durante uma cúpula na França, visa pressionar Moscou a negociar o fim da invasão à Ucrânia. A discussão sobre o endurecimento das medidas ocorre em um momento crucial para a Ucrânia, que busca fortalecer sua posição diplomática e militar.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, presente na cúpula, trabalhou ativamente para convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros líderes europeus de que a situação em campo evoluiu favoravelmente ao seu país. O objetivo é garantir maior apoio para reforçar a capacidade de negociação de Kiev em futuras conversas de paz, visando preservar a dignidade e a soberania ucraniana diante da agressão russa.

Um encontro bilateral entre Zelenski e Trump estava previsto para a mesma terça-feira, 16 de junho. Nos bastidores do evento, o líder ucraniano divulgou uma imagem de sua interação com Trump e com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sinalizando a importância do diálogo entre as partes.

Questionado sobre a possibilidade de restabelecer sanções contra a Rússia, que haviam sido afrouxadas para facilitar o fluxo de petróleo e reduzir preços, Trump indicou que as restrições podem ser reintroduzidas. Ele declarou que, com o retorno do fluxo de petróleo pelo estreito de Hormuz, a imposição de novas medidas punitivas se torna uma possibilidade concreta. "Em breve poderemos fazer isso porque o petróleo já está fluindo novamente", afirmou Trump aos jornalistas, embora sem detalhar sanções mais amplas.

Em paralelo, Zelenski alertou que a Rússia enfrentará um inverno rigoroso caso um acordo de paz não seja alcançado em breve. Ele ressaltou que a intensificação dos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética russa tem surtido efeito.

O presidente ucraniano também relatou ter recebido uma resposta positiva de Donald Trump quanto ao pedido de aumento no fornecimento de mísseis de defesa aérea para a Ucrânia. Zelenski acredita que uma maior pressão política, exercida especialmente pelo líder americano, pode ser decisiva para que o presidente russo, Vladimir Putin, aceite um acordo de paz, protegendo assim a vida e o futuro de milhões de ucranianos.

Diplomatas europeus descreveram o tom da reunião entre Zelenski e Trump como construtivo. A União Europeia busca assegurar que os termos de um eventual acordo de paz não sejam excessivamente favoráveis a Moscou, especialmente após a melhoria da posição de Kiev, evidenciada pelas incursões de drones ucranianos em território russo.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comentou no X que "a maré está virando a favor da Ucrânia. A situação em 2026 é muito diferente da de 2025. A Ucrânia está defendendo bravamente a linha de frente", destacando a resiliência e a evolução positiva da defesa ucraniana.=

Por Redator 

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