| Foto: Júlia Aguiar |
Adolescentes podem ter licença
especial para dirigir sob supervisão
Pela proposta, adolescentes
entre 16 e 18 anos poderão obter uma Permissão para Dirigir (PPD) especial,
válida para condução de veículos das categorias A e B sob supervisão e em
horários determinados, entre 5h e meia-noite. Segundo o relator, a medida busca
permitir uma formação prática mais precoce dos futuros motoristas.
O texto integra uma ampla
reformulação do CTB e foi elaborado após 15 audiências públicas e seminários
realizados em oito estados. A comissão também analisou 16 emendas apresentadas
ao projeto, cuja tramitação teve início no Senado. Se aprovado pelo colegiado,
o relatório seguirá para votação no plenário da Câmara.
Proibição de radares ocultos
Entre as mudanças propostas
está a proibição do uso de radares ocultos ou sem sinalização visível. O
parecer também determina que alterações nos limites de velocidade de vias
públicas só possam ocorrer após estudos técnicos que justifiquem a mudança.
Outra medida prevista é a transformação dos atuais Centros de Formação de Condutores (CFCs), conhecidos como autoescolas, em Escolas de Trânsito. O relatório aumenta de duas para cinco horas a carga mínima de aulas práticas de direção. O parecer ainda regulamenta a chamada CNH Social, permitindo o uso de parte dos recursos arrecadados com multas para custear a primeira habilitação de pessoas de baixa renda.
Na área de inovação, o texto cria regras para circulação de bicicletas elétricas e patinetes, estabelece um marco legal para veículos autônomos e semiautônomos e prevê a implantação do sistema de pedágio eletrônico sem cancelas, conhecido como free flow. Outra novidade é a proposta de vincular a placa ao proprietário do veículo, e não ao automóvel. Ao apresentar o relatório, Aureo Ribeiro afirmou que o objetivo é atualizar a legislação para acompanhar as transformações tecnológicas e tornar os processos menos burocráticos.
— Nosso objetivo é um trânsito mais humano e menos burocrático. Estamos trazendo o Código para a realidade de 2026, respeitando a tecnologia e focando na educação do condutor, e não apenas na punição — afirmou o deputado. Segundo o relator, a proposta também busca ampliar a transparência da fiscalização de trânsito e reduzir custos relacionados à obtenção da carteira de habilitação.
Via: O
Globo
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