A tadalafila, conhecida nas
redes sociais como “tadala”, tem sido usada de forma recreativa por jovens
brasileiros, apesar de ser indicada para casos de disfunção erétil com
prescrição médica.
Especialistas alertam que o
medicamento não melhora o desempenho sexual de quem não tem diagnóstico clínico
e também não traz benefício comprovado como pré-treino ou para ganho muscular.
Segundo a Agência Einstein,
esse uso indevido pode trazer riscos à saúde física e mental.
De acordo com informações da
Agência Einstein, as motivações mais comuns para o consumo estão ligadas à
curiosidade, à busca por autoconfiança, à ansiedade antes do sexo e à pressão
por desempenho. Uma revisão publicada em 2024 no Diversitas Journal apontou
ainda que o uso sem prescrição é um traço recorrente entre os consumidores.
A Sociedade Brasileira de
Urologia afirma que não há comprovação científica robusta de que a tadalafila
melhore força, massa muscular ou rendimento físico. O uso abusivo pode provocar
efeitos como taquicardia, alterações de pressão, desmaios, perda temporária de
visão ou audição e, em casos mais graves, infarto, AVC e morte súbita.
Ainda segundo especialistas
ouvidos pela Agência Einstein, o medicamento pode se tornar uma “bengala
psicológica”, levando o usuário a acreditar que só terá bom desempenho sexual
com o uso do remédio. A orientação é evitar a automedicação e buscar avaliação
médica em caso de dificuldades recorrentes.


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