Ministros e assessores
do Supremo Tribunal Federal avaliam que a proposta de criar uma CPI
para investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no
caso Banco Master não deve avançar em 2026. A mesma avaliação vale para pedidos
de impeachment.
Nos bastidores, porém,
integrantes da Corte acreditam que a pressão deve crescer a partir de 2027, com
um possível aumento de parlamentares de direita no Congresso após as eleições.
A avaliação é que o tema será
explorado politicamente durante a campanha, principalmente por grupos ligados
ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que priorizam o Senado por seu papel em
processos contra ministros do STF.
Apesar de já haver assinaturas
para a criação da CPI, a expectativa é que o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre, segure o avanço da proposta. O mesmo deve ocorrer com pedidos de
impeachment.
Dois fatores pesam contra o
andamento dessas iniciativas agora:
- As investigações sobre o Banco Master
ainda não foram concluídas e já atingem parlamentares, o que pode
desestimular o Congresso;
- O calendário eleitoral deve esvaziar o
Legislativo no segundo semestre, dificultando votações.
Mesmo assim, o senador Alessandro
Vieira, que defende a CPI, mantém o discurso de cobrança e fala em possível
envolvimento de ministros, embora ressalte a necessidade de provas.
Hoje, há 97 pedidos de
impeachment contra ministros do STF parados no Congresso. Só neste ano, foram
11 novos pedidos — seis contra Moraes e cinco contra Toffoli.
Dentro do Supremo, a avaliação
é de que a crise é grave, mas ainda sem solução definida.
Toffoli já se afastou de
processos ligados ao Banco Master para reduzir a pressão política. Moraes, por
não fazer parte da 2ª Turma, também não participa diretamente desses
julgamentos.
O caso ganhou força após
revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo:
- um contrato milionário entre o banco e a
advogada Viviane de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes;
- troca de mensagens entre o ministro e o
empresário no dia da primeira prisão dele.
Levantamentos recentes indicam
piora na imagem do STF: sete dos dez ministros tiveram aumento na percepção
negativa, e dois em cada três brasileiros acreditam haver algum nível de
envolvimento de integrantes da Corte no caso.
Via: Blog
do BG


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