terça-feira, 3 de março de 2026

CRIME: Suspeito de estupro coletivo é filho do subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio

Um dos suspeitos de participação em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, é filho de um subsecretário do governo estadual. O caso ganhou repercussão após a divulgação da identidade dos investigados e dos mandados de prisão preventiva.

O jovem apontado pela polícia é Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. Ele é filho do advogado José Carlos Costa Simonin, atual subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado.

Conforme informações disponíveis no site oficial do governo fluminense, José Carlos integra o Conselho Gestor do Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP), participa do Conselho do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (Fised), é vice-presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas/RJ) e colaborou na elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social (Pedes).

Relato da vítima

A adolescente disse em depoimento, na presença da avó, que conhecia o menor desde um relacionamento anterior, entre 2023 e 2024. Ela foi convidada a ir ao apartamento de um amigo dele, e apesar de o menor ter sugerido que ela levasse uma amiga, a vítima compareceu sozinha.

No elevador do prédio, o adolescente informou que dois amigos estariam no apartamento e insinuou que fariam “algo diferente”, o que ela recusou. Ao chegar ao imóvel, a vítima relatou ter sido levada para um quarto, onde manteve relação sexual com o menor, enquanto os outros três jovens entraram, fizeram comentários e passaram a tocá-la sem consentimento.

Ela disse que foi forçada a praticar sexo e que recebeu tapas, socos e um chute na região abdominal. Tentativas de deixar o quarto foram impedidas pelos jovens. Após o ocorrido, a vítima enviou um áudio ao irmão relatando o abuso e, depois, procurou a delegacia para formalizar a denúncia.

Provas e investigação

Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos suspeitos e a entrada da adolescente acompanhada pelo menor. O vídeo também mostra o momento em que a vítima deixa o local e o menor retorna ao apartamento, fazendo gestos que os investigadores interpretaram como comemoração.

Conversas de WhatsApp entre a adolescente e o menor constam no inquérito. Elas mostram o convite para o encontro, a combinação de horários e a tentativa de levar uma amiga.

O laudo de exame de corpo de delito confirmou lesões compatíveis com violência, incluindo escoriações, infiltrado hemorrágico e sangue no canal vaginal, além de equimoses nas regiões dorsal e glúteas. Amostras foram coletadas para exames

Via: Agora RN

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