Um dos suspeitos de
participação em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido
em Copacabana, é filho de um subsecretário do governo estadual. O caso ganhou
repercussão após a divulgação da identidade dos investigados e dos mandados de
prisão preventiva.
O jovem apontado pela polícia
é Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. Ele é filho do advogado José Carlos
Costa Simonin, atual subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da
Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado.
Conforme informações
disponíveis no site oficial do governo fluminense, José Carlos integra o
Conselho Gestor do Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais
(FECP), participa do Conselho do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de
Segurança Pública e Desenvolvimento Social (Fised), é vice-presidente do
Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas/RJ) e colaborou na elaboração do
Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social (Pedes).
Relato da vítima
A adolescente disse em
depoimento, na presença da avó, que conhecia o menor desde um relacionamento
anterior, entre 2023 e 2024. Ela foi convidada a ir ao apartamento de um amigo
dele, e apesar de o menor ter sugerido que ela levasse uma amiga, a vítima compareceu
sozinha.
No elevador do prédio, o
adolescente informou que dois amigos estariam no apartamento e insinuou que
fariam “algo diferente”, o que ela recusou. Ao chegar ao imóvel, a vítima
relatou ter sido levada para um quarto, onde manteve relação sexual com o menor,
enquanto os outros três jovens entraram, fizeram comentários e passaram a
tocá-la sem consentimento.
Ela disse que foi forçada a
praticar sexo e que recebeu tapas, socos e um chute na região abdominal.
Tentativas de deixar o quarto foram impedidas pelos jovens. Após o ocorrido, a
vítima enviou um áudio ao irmão relatando o abuso e, depois, procurou a delegacia
para formalizar a denúncia.
Provas e investigação
Câmeras de segurança do prédio
registraram a chegada dos suspeitos e a entrada da adolescente acompanhada pelo
menor. O vídeo também mostra o momento em que a vítima deixa o local e o menor
retorna ao apartamento, fazendo gestos que os investigadores interpretaram como
comemoração.
Conversas de WhatsApp entre a
adolescente e o menor constam no inquérito. Elas mostram o convite para o
encontro, a combinação de horários e a tentativa de levar uma amiga.
O laudo de exame de corpo de
delito confirmou lesões compatíveis com violência, incluindo escoriações,
infiltrado hemorrágico e sangue no canal vaginal, além de equimoses nas regiões
dorsal e glúteas. Amostras foram coletadas para exames
Via: Agora RN


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