O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
afirmou nesta quarta-feira (20) que "dará uma chance" ao Irã e que não
tem pressa nas negociações para encerrar definitivamente a guerra.
A declaração foi dada após ele
ser questionado por uma jornalista sobre o Estreito de Ormuz e a sua
expectativa para o fim do confronto ao embarcar para um compromisso oficial em
Connecticut. Trump declarou que atingir os objetivos da missão é mais importante
do que estabelecer um cronograma para sua conclusão.
"Vamos dar essa chance,
não tenho pressa. Todo mundo fica dizendo: 'Ah, as eleições de meio de
mandato'. Não tenho pressa", falou.
Mais tarde, já durante seu
discurso na formatura da Academia da Guarda Costeira dos EUA, ele voltou a
falar sobre o Irã, disse que não irá ceder e que as tropas iranianas foram
destruídas :
"Acabou tudo. A marinha
deles acabou. A força aérea deles acabou. Quase tudo. A única questão é: vamos
lá e terminamos o serviço? Eles vão assinar algum documento? Vamos ver o que
acontece. Talvez tenhamos que atingir o Irã com ainda mais força, mas talvez
não".
Pouco antes, em mensagem de
áudio divulgada em sua conta no Telegram, o presidente do Parlamento iraniano,
Mohammad Bagher Qalibaf, disse que o Irã não irá se render aos Estados
Unidos, apesar da crescente pressão econômica.
Qalibaf, que também é um dos
principais negociadores de Teerã, disse que as Forças Armadas do país
aproveitaram o cessar-fogo da guerra para se reconstruir e que os movimentos
"óbvios e ocultos" do governo Trump demonstram que Washington busca uma
nova rodada de confrontos.
Trump sofreu derrota no
Congresso e tem baixo índice de aprovação
Nesta terça-feira (19), uma
nova pesquisa Reuters/Ipsos apontou que a taxa de aprovação do presidente dos
EUA caiu para quase o seu nível mais baixo desde que ele retornou à Casa
Branca: apenas
35% aprovam seu desempenho.
No mesmo dia, Trump sofreu uma
derrota no Congresso. O Senado
dos EUA avançou com um projeto de lei que busca obrigá-lo a retirar o país da
guerra contra o Irã.
Desde que Trump ordenou o
ataque ao Irã, no fim de fevereiro, democratas
vêm tentando aprovar propostas para restringir os poderes de guerra do
presidente, mas até então, os republicanos tinham conseguido reunir
votos suficientes para barrá-las.
Via: G1
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