Nenhum caso de hantavírus
registrado no Brasil é da cepa Andes, identificada em passageiros de um
cruzeiro no Oceano Atlântico, nos últimos dias.
Este ano, o estado de Minas
Gerais registrou um caso, em fevereiro, que provocou a morte da pessoa
infectada, na cidade de Carmo do Paranaíba. O homem de 46 anos “apresentava
histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura” .
Também em 2026, o estado do
Paraná registrou dois casos da doença, nas cidades de Pérola d'Oeste e Ponta
Grossa. Onze seguem em investigação. A secretaria de saúde afirma que nenhum
caso do hantavírus da cepa Andes foi confirmado no estado, porque se trata da
"cepa silvestre, transmitida por meio de animais silvestres (roedores)”.
Mesmo assim, são casos comuns e sem surto identificado.
De acordo com o médico
sanitarista, Cláudio Maierovitch, da Fiocruz Brasília, dentro da espécie Andes,
existe a cepa Andes – de transmissão entre pessoas – que já circula na América
do Sul, mas não foi registrada no Brasil.
"A cepa Andes da espécie
Andes é aquela que está causando o surto atual e ela pode ser transmitida com
uma possibilidade rara de uma pessoa para outra, especialmente em ambientes
confinados. No Brasil existe também a espécie Andes, mas que somente a
transmissão por resíduos deixados por ratos silvestres, especialmente em
galpões, silos, estábulos".
Na semana passada, o
Ministério da Saúde também confirmou que, em todo o Brasil, não há registro de
circulação do hantavírus Andes, que é transmitido de pessoa para pessoa.
A ocorrência de hantavirose é
mais comum do que se imagina: o Ministério da Saúde registrou, somente no ano
passado, 35 casos da doença e 15 mortes. E, em 2026, sete casos. Desde a
identificação da doença aqui no país, em 1993, até dezembro do ano passado,
mais de 2.500 casos foram confirmados, causando mais de 900 mortes.
Radio Agência

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