O acidente
com um avião militar que deixou mais de 20 mortos na Bolívia no
final de fevereiro ocorreu devido a falhas de comunicação de controle de
tráfego aéreo, erros da tripulação e uma tempestade elétrica com chuva e
granizo, informou uma comissão investigadora da Força Aérea Boliviana nesta
quinta-feira (30).
O incidente ocorreu em 27 de
fevereiro no aeroporto de El Alto, a cerca de 15 quilômetros de La Paz. Parte
da fuselagem do Hércules C-130 foi parar em uma zona urbana fora do aeroporto,
onde atingiu civis – a maioria morreu.
Segundo a investigação, a
aeronave com oito tripulantes não recebeu informações oportunas do sistema de
controle aéreo e decidiu desviar sua rota devido ao mau tempo. Por conta disso,
entrou no aeroporto por um acesso diferente do planejado, momento em que
apresentava "excesso de velocidade".
Além disso, o piloto
aterrissou sobre o trem de pouso dianteiro, manobra que dificultou o uso dos
freios. E, devido a uma forte tempestade, o trecho final da pista estava
molhado.
"Este acidente poderia
ter sido evitado", disse em coletiva de imprensa o coronel Ricardo
Alarcón, presidente da comissão investigadora da Força Aérea. O relatório
indica que o controlador aéreo era um estagiário, sob supervisão, que não
forneceu informações "sobre as condições reais da pista. "Se talvez,
desde o início, os tripulantes tivessem recebido o boletim meteorológico
especial da estação de La Paz, poderiam ter tomado outro rumo", continuou
Alarcón.
O avião partiu de Santa Cruz,
no leste do país, com uma carga de cédulas em moeda nacional do Banco Central
da Bolívia,
equivalente a R$ 60 milhões ( cerca deR$ 309 milhões, na cotação de fevereiro).
Após o acidente, centenas
de pedestres se lançaram entre os destroços para recolher as notas, o
que fez o governo mandar queimar as cédulas. A comissão investigadora elucidou
que o relatório se concentrou em determinar as causas do ocorrido e que não
estabelece responsabilidades individuais.
Via: G1

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