O balanço de mortos após o
ataque com drones contra um alojamento estudantil na cidade de Starobilsk,
região de Luhansk — território ucraniano sob ocupação russa —, subiu para 16
vítimas fatais, segundo dados divulgados pelas autoridades locais neste sábado
(23).
Equipes do Ministério de
Situações de Emergência da Rússia continuam mobilizadas nos escombros da
estrutura destruída, onde ao menos cinco pessoas ainda são consideradas
desaparecidas.
O bombardeio atingiu o
alojamento do Colégio Profissional da Universidade Pedagógica de Luhansk
durante a madrugada de sexta-feira. De acordo com relatos iniciais, cerca de 86
adolescentes e funcionários estavam no edifício de cinco andares no momento do
impacto.
O teto e os três andares
superiores desabaram parcialmente. Leonid Pasechnik, o chefe da administração
instalada por Moscou na região ocupada, publicou uma lista preliminar
detalhando a identidade das vítimas confirmadas, compostas em sua maioria por
mulheres jovens na faixa dos 19 anos.
O episódio aprofundou a crise
diplomática e provocou reações imediatas nas cúpulas de governo de Moscou e
Kiev. O presidente russo Vladimir Putin classificou o ato como um “ataque
terrorista deliberado” contra alvos civis e afirmou que os disparos foram realizados
em três ondas utilizando cerca de 16 drones de ataque.
O Estado-Maior das Forças
Armadas da Ucrânia rejeitou as acusações russas, qualificando-as como
manipulação de fatos. Em contrapartida, Kiev assumiu a autoria de uma incursão
aérea na região de Starobilsk, mas assegurou ter atacado exclusivamente uma base
militar de inteligência do centro “Rubikon” — uma unidade de elite voltada à
operação de tecnologias de drones russos.

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