Neste sábado, 30 de maio de
2026, o exército israelense decidiu alertar habitantes de mais de uma dezena de
vilarejos libaneses para que deixassem suas casas antes de novos ataques. A
decisão surge em meio à intensificação dos confrontos entre Israel e o
Hezbollah pró-Irã, que persistem quase diariamente, ignorando a trégua
declarada em 17 de abril. A ofensiva representa um agravamento do conflito,
afetando a segurança e o patrimônio histórico libanês, além de complicar os
esforços diplomáticos para um cessar-fogo duradouro.
Os bombardeios atingiram
diversas localidades no sul do Líbano, conforme relatado pela Agência Nacional
de Informação libanesa (Ani, oficial). Um ataque de drone israelense atingiu e
feriu gravemente dois soldados libaneses que estavam em um veículo próximo à
cidade de Nabatieh. Disparos de artilharia também foram registrados perto da
fortaleza medieval de Beaufort, levantando preocupações sobre a preservação do
patrimônio histórico do país, como alertou o ministro da Cultura libanês.
Em resposta, o Hezbollah
reivindicou o lançamento de foguetes em direção ao norte de Israel. O exército
israelense confirmou a interceptação de vários projéteis, com exceção de um que
caiu em território israelense sem causar feridos. O Líbano, por meio de seu
presidente Joseph Aoun e primeiro-ministro Nawaf Salam, denunciou as ações
israelenses, criticando a ampliação dos ataques e a destruição de casas e
sítios históricos.
O governo de Israel declarou
grande parte do sul do Líbano como "zona de combate" nesta semana. O
primeiro-ministro Benjamin Netanyahu informou que soldados israelenses cruzaram
o rio Litani, a aproximadamente 30 quilômetros da fronteira. As operações
aéreas e terrestres contra o sul libanês foram intensificadas com o objetivo de
desarmar o Hezbollah, que se recusa a negociar.
Em paralelo aos confrontos,
delegações militares de Israel e do Líbano se reuniram em Washington nesta
sexta-feira (29) para preparar uma nova rodada de negociações, prevista para os
dias 2 e 3 de junho. A iniciativa ocorre em um contexto de negociações complexas
entre os Estados Unidos e o Irã, que insiste na inclusão do fim das
hostilidades no Líbano para qualquer acordo de paz no Oriente Médio.
Desde o início da guerra em
março, os ataques israelenses no Líbano causaram mais de 3.355 mortes e mais de
um milhão de deslocados, de acordo com as autoridades libanesas. A Unicef
relatou que, apenas na última semana, 15 crianças foram mortas e 62 ficaram
feridas. As negociações de segurança entre Líbano e Israel, iniciadas em abril
sob mediação dos EUA, consideraram a reunião militar de sexta-feira como
"construtiva", servindo de base para o componente político. O
presidente libanês enfatizou ao secretário de Estado americano, Marco Rubio,
que uma trégua é "passagem obrigatória" para avanços diplomáticos.
Via: Blog
do FM


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