Se, há quatro anos, Dilma
Rousseff (PT) saía à frente de Aécio Neves (PSDB) nas eleições presidenciais,
agora, na disputa por cargos do Legislativo por Minas Gerais, a ex-presidente
perdeu no Senado, enquanto o tucano garantiu o cargo de deputado federal. Contrariando
as pesquisas, que davam como certa a vitória da petista, os mineiros elegeram
Rodrigo Pacheco (DEM) e Carlos Viana (PHS), com 20,54% e 20,28% dos votos
válidos, respectivamente. A candidata do PT teve 2.658.852 votos e ficou em
quarto lugar, com 15,4% da preferência dos eleitores. Aécio Neves (PSDB), que
há quatro anos enfrentava a petista nas urnas na corrida presidencial,
conquistou perto de 106 mil votos e garantiu uma cadeira na Câmara dos
Deputados.
A derrota
de Dilma Rousseff pegou de surpresa os militantes, que lamentavam, na noite de
ontem, o resultado da apuração. "Minha crítica é principalmente ao
sistema, recheado de diversos partidos que são mais do mesmo. O que há de novo
no partido Novo? Enquanto não tivermos uma reforma política, o cidadão será a
vítima", analisa Abelar Quintiliano, filiado ao partido, em entrevista ao Estado
de Minas. Ao votar pela manhã, na região da Pampulha, a ex-presidente
criticou o processo de impeachment, que a tirou do Palácio do Planalto, em
2016. “Hoje é um momento muito especial para o país porque estamos reafirmando
a democracia no Brasil, que foi tão golpeada tanto no impeachment quanto no
processo de sucessão”, disse.
Pacheco
(DEM) e Viana (PHS) terão oito anos de mandato, a partir de 2019. O primeiro é
advogo e deputado federal. Foi candidato a prefeito de Belo Horizonte nas
eleições de 2016 e terminou a disputa em terceiro lugar. Já Viana é de Braúnas.
Jornalista, trabalha na Rádio Itatiaia e também é formado em Estratégia pelo
Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Administração da Universidade Federal de
Minas Gerais (CEPEAD/UFMG).
Correio Braziliense

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