O governo federal já comprometeu
mais de R$ 20 bilhões em medidas para tentar conter a alta dos combustíveis, em
meio à crise internacional provocada pelos conflitos envolvendo Estados Unidos,
Israel e Irã. A conta, no entanto, deve aumentar nos próximos meses, diante da
pressão sobre o preço do diesel e seus impactos diretos na inflação e no custo
de vida da população.
A informação é do colunista Fabio
Graner, do jornal O Globo. Entre as principais ações está o
subsídio ao diesel produzido no país, com custo estimado em R$ 16,7 bilhões.
Além disso, o governo prepara um novo pacote de R$ 4 bilhões para bancar a
importação do combustível, tentando evitar desabastecimento. Outras medidas
também estão em análise, como apoio ao querosene de aviação e ampliação de
programas sociais ligados ao gás de cozinha.
Apesar da tentativa de manter o
equilíbrio fiscal, especialistas alertam para o risco de descontrole nas contas
públicas. Mesmo com compensações previstas, como o imposto sobre exportações, o
aumento dos gastos pode pressionar a dívida e comprometer a meta fiscal.
Internamente, o governo admite que será difícil segurar por muito tempo os
preços sem novos aportes.


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