Uma operação deflagrada na
manhã desta quinta-feira (30) pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte
contra um grupo suspeito de tráfico de drogas, associação para o tráfico e
posse ilegal de arma de fogo nas cidades de Baía Formosa e Canguaretama, no
Litoral Sul potiguar.
Segundo a corporação, a
Operação Hydra é um desdobramento direto de outras duas ações realizadas pelo
órgão: a Leviatã, em dezembro de 2024, e a Kraken, em agosto de 2025. Ao todo,
foram cumpridos nove mandados de prisão e 12 de busca e apreensão. A ação
contou com o apoio da Polícia Militar.
Investigações
De acordo com o MPRN, as investigações apontaram que os suspeitos continuaram com as atividades ilícitas mesmo após as operações anteriores. Relatórios técnicos identificaram a comercialização de drogas, além da existência de uma rede organizada de distribuição. O grupo utilizava dispositivos eletrônicos e redes sociais para coordenar as ações e monitorar o patrulhamento policial nas comunidades.
A operação Hydra teve como
base elementos coletados inicialmente na operação Leviatã, quando foram
apreendidas armas, munições e entorpecentes. Já na operação Kraken, a apreensão
de aparelhos celulares possibilitou o avanço das investigações, com a obtenção
de novos indícios de autoria e materialidade.
Segundo o Ministério Público,
essas etapas permitiram mapear a hierarquia do grupo criminoso e a divisão de
tarefas entre os integrantes. Entre as condutas identificadas, há suspeitos
apontados como lideranças, responsáveis pela gestão financeira e operacional do
tráfico de drogas na região.
Parte dos investigados já
possuía antecedentes criminais ou estava em cumprimento de pena com
monitoramento eletrônico quando voltou a cometer crimes. Os diálogos analisados
pelos investigadores revelaram negociações de drogas em larga escala e o
fornecimento de armas para garantir o domínio territorial.
Apreensões
Durante o cumprimento dos
mandados nesta quinta-feira (30), foram apreendidos aparelhos celulares, armas
de fogo, drogas e materiais utilizados na contabilidade do tráfico. De acordo
com o MPRN, os itens recolhidos devem ajudar a complementar as provas já
reunidas e a identificar possíveis ramificações da organização criminosa.
Via: G1 RN

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