O Papa Leão XIV disse no
sábado que lamenta que suas declarações tenham sido interpretadas como uma
resposta às críticas do presidente Donald Trump, e insistiu que não tinha
nenhum interesse em debater com o mandatário estadunidense.
O pontífice deu como exemplo
um discurso sobre os “tiranos” que assolam o mundo, proferido na última
quinta-feira em Camarões, durante a segunda etapa de sua viagem pela África.
As declarações tinham sido
redigidas muito antes do “comentário de Trump sobre a minha pessoa e sobre a
mensagem de paz que promovo“, afirmou aos jornalistas enquanto se dirigia a
Angola. “E, no entanto, foi percebido como se eu estivesse tentando iniciar
um novo debate com o presidente, algo que não me interessa de forma alguma“,
destacou Leão XIV.
— Grande parte do que
foi escrito desde então foram mais comentários sobre comentários que tentam
interpretar o que foi dito — assinalou.
O Papa tinha criticado
duramente na quinta-feira os “tiranos” que devastam o mundo durante uma
visita à cidade de Bamenda, no noroeste de Camarões, epicentro de uma
insurgência separatista angófona que já dura quase uma década e que causou
milhares de mortes.
Os meios de comunicação
estadunidenses, em particular, interpretaram essas declarações como uma
referência a Trump. Mas foram escritas muito antes das críticas de Trump, disse
Leão XIV. “Houve uma certa narrativa que não foi precisa em todos os seus
aspectos”, acrescentou.
Trump declarou em 12 de abril
que não era um “grande seguidor do Papa Leão“, acusando-o de “brincar
com um país (Irã) que quer uma arma nuclear“. O mandatário republicano
classificou posteriormente o Papa de “fraco” e “terrível para a
política externa”.
Via: O
Globo


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