segunda-feira, 20 de abril de 2026

ALÍVIO NO BOLSO: Governo e estados unidos reduzem preço do diesel

O governo federal, por meio de sua equipe econômica, em uma articulação com 26 estados brasileiros, decidiu implantar um robusto subsídio de R$ 1,20 por litro de óleo diesel. Esta proposta, anunciada pelo presidente interino Geraldo Alckmin no sábado, 18 de abril de 2026, visa mitigar os severos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os custos de combustíveis, logística e inflação, além de afastar o risco de desabastecimento. A medida representa um alívio direto para milhões de brasileiros, com um impacto fiscal estimado em R$ 1,5 bilhão por mês, garantindo que o transporte de mercadorias e pessoas não encareça ainda mais, preservando o poder de compra das famílias e a estabilidade econômica do país nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026.

A iniciativa, que prevê a divisão igualitária do custo entre a União e os estados, já havia sido precedida por outras ações do governo, como a zeragem de tributos federais sobre o diesel. Agora, busca-se ampliar esse benefício com a crucial participação dos entes estaduais. Este esforço conjunto alivia o peso financeiro para transportadores e consumidores finais.

“O governo tomou medidas para minimizar o impacto da guerra. Ela tem um efeito no combustível, diesel, na logística e na inflação, especialmente inflação de alimentos. O governo tirou o imposto do diesel, zerou PIS/Cofins, deu um subsídio e ainda convidou os estados a também aderirem para reduzir ainda mais o impacto e 26 estados já disseram que vão aderir”, declarou o presidente interino durante agenda em Valparaíso de Goiás. Alckmin exerce a Presidência enquanto Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda oficial na Europa, com passagens por Espanha, Alemanha e Portugal.

O presidente interino enfatizou a natureza voluntária da adesão estadual, traçando um paralelo com a abordagem adotada em 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Naquele período, a imposição legal sobre o ICMS dos combustíveis resultou em longas disputas judiciais e um passivo de R$ 25 bilhões para a União, destinados a indenizar os estados.

“Vamos esperar até o dia 22 e vamos torcer para ter unanimidade, todos os estados. Não é obrigatória (a adesão). Lá atrás (em 2022), na guerra da Ucrânia, quando teve o pico do diesel, o governo (de Jair Bolsonaro) fez por lei, obrigatória (a adesão) e os estados foram para a Justiça. Sobrou uma conta para o governo federal de R$ 25 bilhões para indenizar os estados”, reiterou Alckmin. Ele explicou que o modelo atual evita a geração de futuras contas ao firmar um acordo federativo transparente.

Pela proposta em vigor, se os estados aplicarem uma redução de R$ 0,32 no ICMS sobre o diesel, o governo federal fará uma complementação no mesmo valor, somando esforços para uma diminuição ainda mais significativa no preço final ao consumidor. “Agora não vai ter nenhuma conta para o futuro, é um entendimento, se o estado reduzir 32 centavos do ICMS, o governo federal reduz mais 32 centavos para garantir o abastecimento e não deixar o preço subir”, concluiu Alckmin.

Por Redação

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