A ameaça de retomada de
hostilidades no Oriente Médio ganhou novo contorno quando o presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira, 21 de abril de 2026,
sua intenção de continuar bombardeando o Irã. A condição imposta é clara: se as
negociações de paz não resultarem em um acordo para estender o cessar-fogo até
a noite de quarta-feira, 22 de abril, a ação militar será uma possibilidade.
Esta postura, revelada em entrevista ao programa “Squawk Box” da CNBC, não
apenas intensifica a crise diplomática e militar em curso, mas também coloca em
risco a dignidade e a segurança de milhões de vidas, com amplas repercussões
para a estabilidade regional e o mercado global de energia.
“Espero continuar bombardeando
porque acho que essa é a melhor postura a se adotar”, declarou Trump. O
presidente não poupou elogios às Forças Armadas dos EUA, afirmando que
"estão ansiosas para entrar em ação" e que são "absolutamente
incríveis". Sua fala sublinha a tensão crescente e a iminência de um
conflito de larga escala.
O prazo apertado para um
possível acordo mobiliza a diplomacia internacional. O vice-presidente dos
Estados Unidos, JD Vance, juntamente com outros altos funcionários do governo
Trump, tem viagem programada ao Paquistão para uma segunda rodada de negociações.
Contudo, o próprio presidente já havia declarado que considera "altamente
improvável" a extensão do prazo do cessar-fogo para além da noite de 22 de
abril.
Do lado iraniano, fontes
disseram à agência de notícias Reuters que Teerã ainda não tomou uma decisão
definitiva sobre participar de uma nova rodada de conversas de paz em
Islamabad. O objetivo é encerrar a guerra que Estados Unidos e Israel iniciaram
contra o Irã em 28 de fevereiro. Autoridades paquistanesas informaram que, caso
as delegações compareçam, elas chegariam somente na quarta-feira, 22 de abril,
deixando poucas horas para selar um acordo antes do fim da trégua de duas
semanas.
Trump já ameaçou reiniciar a
guerra e atacar a infraestrutura civil do Irã, a menos que o país aceite seus
termos. Uma primeira sessão de negociações, ocorrida há dez dias, não produziu
nenhum acordo significativo. Teerã vinha descartando uma segunda rodada de
conversas nesta semana, após os EUA se recusarem a encerrar o bloqueio
econômico e apreenderem um navio cargueiro iraniano.
Ainda assim, uma fonte paquistanesa envolvida nas discussões disse à Reuters que havia um esforço para a retomada das negociações na quarta-feira, 22 de abril, e a chegada do vice-presidente JD Vance a Islamabad era esperada. Um funcionário iraniano havia declarado à Reuters, na segunda-feira, 20 de abril de 2026, que Teerã estava "analisando positivamente" sua participação, mas ressaltou a espera para ver se suas condições seriam atendidas, incluindo o reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio.
Em resposta às pressões, um alto comandante militar iraniano afirmou que o Irã estava pronto para dar uma "resposta imediata e decisiva" a qualquer renovação das hostilidades, conforme noticiado pela agência semioficial Tasnim. O principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou Trump, na noite de segunda-feira, 20 de abril de 2026, de aumentar a pressão através do bloqueio. Para Qalibaf, Trump estava iludido ao tentar "transformar a mesa de negociações em uma mesa de submissão" ou justificar a retomada de ações de guerra.
A tensão também se manifesta nos mares. O exército iraniano afirmou que um petroleiro do país entrou em suas águas territoriais vindo do Mar Arábico na segunda-feira, 20 de abril de 2026, com a ajuda da Marinha iraniana, apesar dos repetidos avisos e ameaças da força-tarefa naval dos EUA.
O Irã bloqueou grande parte do Estreito de Ormuz, que controla o acesso ao Golfo Pérsico para todos os navios, exceto os seus. O país havia anunciado na semana anterior que reabriria o estreito, mas reverteu a decisão no sábado, 18 de abril de 2026, após Trump se recusar a suspender o bloqueio aos portos iranianos. O fechamento do estreito impede o fluxo de 20 milhões de barris de petróleo que normalmente o atravessavam diariamente, evidenciando o impacto econômico direto da escalada das tensões.
*Com informações da CNN.*

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