O Rio Grande do Norte alcançou
a marca histórica de 1,36 milhão de pessoas ocupadas, atingindo o maior
contingente já registrado desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012. A decisão técnica de consolidar
estes indicadores, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23/09), reflete uma mudança estrutural
no mercado potiguar, que, além do recorde de ocupação, apresentou a menor taxa
de desocupação da série histórica, fixada em 8,07%.
O impacto desta transformação
é sentido na estabilidade financeira de milhares de famílias, embora os dados
revelem desafios persistentes para a inclusão plena na força de trabalho. O
Estado fechou 2025 com 2,85 milhões de pessoas em idade de trabalhar (14 anos
ou mais), das quais cerca de 47,9% ainda permanecem fora da força de trabalho,
evidenciando o longo caminho para a absorção produtiva de toda a população
economicamente ativa.
Serviços e administração
pública concentram o avanço
A expansão do mercado de
trabalho potiguar foi protagonizada pelo setor de serviços e administração
pública, que engloba também áreas vitais como saúde, educação e defesa. Este
segmento saltou de 232 mil para 352 mil ocupados entre 2012 e 2025, um incremento
significativo de 51,7%. Em contrapartida, setores tradicionais como a indústria
geral e os serviços domésticos enfrentaram redução na oferta de vagas.
Recuo na sindicalização
O levantamento do IBGE também
aponta para uma mudança no perfil de representação dos trabalhadores. A taxa de
sindicalização no Rio Grande do Norte fechou 2025 em 10,4%, patamar
substancialmente inferior aos 17,1% registrados em 2012. Apesar de uma ligeira
recuperação frente ao ano de 2022, o engajamento sindical permanece distante
dos índices observados na década passada.
É importante ressaltar que a
série histórica da PNAD Contínua passou por reponderações fundamentadas nos
resultados do Censo Demográfico de 2022. Os indicadores referentes aos anos de
2020 e 2021 não foram divulgados devido aos impactos operacionais causados pela
pandemia de Covid-19.
Via: Blog
do FM

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