A nova pesquisa do Instituto
Exatus apresenta um quadro definido na liderança da disputa pelo Governo do Rio
Grande do Norte, mas ainda aberto quanto ao desfecho da eleição. Allyson
Bezerra (União) está consolidado na primeira posição, com ampla vantagem sobre
os adversários, enquanto Álvaro Dias (PL) e Cadu de Lula (PT) disputam a
segunda colocação. Ao mesmo tempo, a proximidade entre o percentual do líder e
a soma dos demais candidatos mantém aberta a possibilidade de vitória no
primeiro turno.
No cenário estimulado, Allyson
aparece com 41,90% das intenções de voto. Álvaro ocupa a segunda posição, com
22,20%, enquanto Cadu registra 17,59%. A distância entre o primeiro e o segundo
colocado chega a 19,70 pontos percentuais. Já a diferença entre Álvaro e Cadu é
de 4,61 pontos. Considerando a margem de erro de 2,53 pontos para mais ou para
menos, os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem.
Os números indicam, portanto,
duas disputas simultâneas. A primeira é de Allyson contra a necessidade de um
segundo turno. A segunda ocorre entre Álvaro e Cadu pela vaga que poderá estar
em jogo caso nenhum candidato alcance mais da metade dos votos válidos em 4 de
outubro. Para os dois adversários mais próximos do líder, a campanha entra em
uma fase na qual qualquer deslocamento do eleitorado poderá modificar a ordem
da disputa.
A hipótese de definição no
primeiro turno aparece na comparação direta entre Allyson e o conjunto de seus
concorrentes. Somados, todos os outros candidatos alcançam 41,43%, percentual
0,47 ponto inferior aos 41,90% do candidato do União. Como a diferença é muito
menor que a margem de erro, não é possível afirmar que a eleição terminaria
necessariamente na primeira votação. É possível, porém, registrar que Allyson
está numericamente em condições de alcançar esse resultado.
O cálculo eleitoral considera
apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos. Nesse aspecto, a parcela
ainda sem candidato definido permanece relevante. A pesquisa mostra que 10,38%
dos entrevistados não sabem em quem votar, enquanto 6,29% declaram voto branco,
nulo ou em nenhum dos concorrentes. Juntos, esses segmentos representam 16,67%
da amostra e formam um contingente capaz de influenciar tanto a realização de
um segundo turno quanto a identidade do adversário de Allyson.
A rejeição reforça a posição
mais confortável do líder. Cadu apresenta o maior índice entre os principais
candidatos, com 21,56%, seguido por Álvaro, com 16,71%. Allyson tem 5,67%, o
menor percentual entre os três.
Na eleição para o Senado, o
levantamento aponta vantagem dos candidatos que já exercem o mandato. Na soma
dos dois votos, Styvenson Valentim (Podemos) lidera com 47,15%, seguido por
Zenaide Maia (PSD), com 27,74%. Se a eleição ocorresse nas condições medidas
pela pesquisa, os dois seriam reeleitos.
A disputa pela aproximação da
segunda vaga, entretanto, reúne três candidatos em situação de equilíbrio.
Rafael Motta (PDT) soma 15,29%, Samanda de Lula (PT) aparece com 14,96% e
Coronel Hélio (PL) registra 13,46%. Os três estão tecnicamente empatados dentro
da margem de erro. Styvenson sustenta sua liderança principalmente no primeiro
voto, no qual alcança 41,27%, enquanto Zenaide apresenta melhor desempenho
relativo na segunda escolha, com 12,21%.
O grau de indefinição para o
Senado é maior do que no Governo. Como cada eleitor pode escolher dois
candidatos, as respostas de “não sabe” ou “não respondeu” somam 50,22% nas duas
opções. As indicações de nenhum candidato, voto branco ou nulo chegam a 25,93%.
Esses percentuais mostram que uma parte significativa das duas escolhas ainda
não foi preenchida, abrindo espaço para alterações no quadro até a votação.
Na disputa presidencial, Lula
(PT) mantém ampla vantagem no Rio Grande do Norte. O presidente aparece com
54,1%, quase o dobro dos 28,6% registrados por Flávio Bolsonaro (PL). Augusto
Cury (Avante) ocupa a terceira posição, com 7,5%. Ronaldo Caiado (PSD) tem
1,2%, e Renan Santos (Missão), 1%. Os demais nomes não chegam a 1%.
Flávio lidera a rejeição
presidencial no Estado, com 44,03%, enquanto Lula registra 31,35%. A diferença
entre os dois nesse indicador é de 12,68 pontos. O resultado confirma a
vantagem histórica do campo petista no eleitorado potiguar e mostra que, neste
momento, a disputa nacional apresenta no RN um desenho mais definido do que a
corrida pelo Governo.
O Instituto Exatus entrevistou
1.500 eleitores entre 7 e 9 de setembro, em 54 municípios distribuídos pelas 11
regiões imediatas do Estado. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, com
nível de confiança de 95%. O retrato geral combina uma liderança consolidada de
Allyson, uma disputa estreita entre Álvaro e Cadu e uma interrogação central:
se haverá, de fato, uma segunda rodada na eleição estadual.
Via: Agora RN
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