Uma publicação que circula nas
redes sociais afirma falsamente que urnas eletrônicas brasileiras foram
invadidas por hackers durante testes de segurança. O conteúdo, identificado em
12/08, distorce o objetivo e os resultados do Teste Público de Segurança (TPS)
conduzido pela Justiça Eleitoral.
O material, que viralizou no
Instagram, sustenta que 35 planos de ataque teriam sido bem-sucedidos contra o
equipamento, sugerindo uma fragilidade inexistente. A disseminação desse tipo
de desinformação atinge a confiança da sociedade no processo democrático,
desconsiderando o caráter técnico e preventivo das auditorias realizadas pelo
TSE.
Em comunicado oficial
divulgado na sexta-feira (28/08), a Justiça Eleitoral esclareceu que a
afirmação é enganosa. O TPS realizado em dezembro de 2025 foi um exercício
controlado de fiscalização. Dos 35 planos previstos, apenas 29 foram
executados, resultando em quatro achados técnicos que não comprometeram, em
momento algum, a integridade, o sigilo do voto ou o resultado das eleições.
O objetivo central dessas
avaliações é justamente identificar pontos de melhoria. Todos os ajustes
necessários foram implementados pelo TSE antes das Eleições Gerais de 2026 e
devidamente validados pelos pesquisadores durante o Teste de Confirmação, ocorrido
entre 13/05/2026 e 15/05/2026.
Desde 2009, o TSE promove
ciclos de fiscalização que incluem a abertura do código-fonte e testes
públicos. Processos como a zerésima, o teste de integridade e a análise do
Registro Digital do Voto (RDV) reforçam a transparência e a segurança das
urnas, que são submetidas a auditorias contínuas desde a sua implementação no
Brasil, em 1996.
Via: Blog do FM

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