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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

MERCADO DE TRABALHO: Desigualdade no mercado de trabalho afeta Pessoas com Deficiência no RN

 

A disparidade na inserção de Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho do Rio Grande do Norte permanece um desafio crítico para a equidade social. O Censo Demográfico analisado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cujos dados foram divulgados em 18/09/2026, revelou que, em 2022, a taxa de ocupação deste grupo no Estado era de apenas 25,2%, contra 48,2% da população potiguar em geral.

Este abismo nas oportunidades profissionais impacta diretamente a autonomia e a dignidade das Pessoas com Deficiência, evidenciando as barreiras estruturais que impedem o pleno exercício da cidadania. Embora o Rio Grande do Norte ocupe a quinta posição tanto no Nordeste quanto no País em acessibilidade laboral, o cenário nacional espelha a mesma exclusão: enquanto 29% das pessoas com deficiência estavam ocupadas no País em 2022, o índice entre pessoas sem deficiência chegava a 55,8%.

As informações compõem a segunda edição da publicação Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, que mapeia não apenas o emprego, mas também o acesso à educação, mobilidade e direitos básicos. No âmbito da proteção social, o estudo aponta que, entre as Pessoas com Deficiência ocupadas no Rio Grande do Norte, 52,5% realizavam contribuições para institutos de previdência.

A desigualdade também se manifesta nos rendimentos, agravada pelo recorte de gênero. A renda média de homens com deficiência era de R$ 1.241, valor próximo aos R$ 1.271 recebidos por homens sem deficiência. Entre as mulheres, contudo, o hiato é mais acentuado: trabalhadoras com deficiência recebiam R$ 1.113, enquanto mulheres sem deficiência auferiam, em média, R$ 1.271.

Fonte: Blog do FM

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