Um estudo publicado na revista
científica sul-coreana Korean Journal of Family Practice encontrou associação
entre o uso de medicamentos prescritos para emagrecer e maiores chances de
sintomas depressivos e pensamentos suicidas. A pesquisa, porém, não estabelece
relação de causa e efeito e não avaliou especificamente as chamadas canetas
emagrecedoras da classe GLP-1.
O levantamento analisou dados
de 27.741 adultos na Coreia do Sul, dos quais 846 relataram uso de medicamentos
para perder ou manter peso. Entre os usuários, 22,1% apresentaram sintomas
depressivos, contra 11,4% entre quem não utilizava esses remédios. Pensamentos
suicidas foram relatados por 9,9% dos usuários e 4,5% dos não usuários.
Após ajustes por fatores como
idade, sexo, renda, escolaridade e estado civil, os pesquisadores identificaram
entre os usuários chance 93% maior de sintomas depressivos e 2,68 vezes maior
de pensamentos suicidas. Também houve associação com procura por aconselhamento
de saúde mental, planejamento e tentativa de suicídio.
O estudo apontou ainda relação
entre reganho de peso e problemas de saúde mental. Entre participantes que
recuperaram 10 kg ou mais, a chance de relatar pensamentos suicidas foi 3,67
vezes maior na comparação com aqueles que ganharam entre 3 kg e menos de 6 kg.
Os próprios pesquisadores
destacam limitações importantes: o estudo é observacional e transversal, não
identificou quais medicamentos foram utilizados e não permite concluir que os
remédios provoquem depressão ou comportamentos suicidas. Novos estudos serão
necessários para investigar a relação.
Com informações do
Metrópoles

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