O valor da produção agrícola
do Rio Grande do Norte chegou a R$ 3,92 bilhões em 2025, crescimento de 8,65%
em relação aos R$ 3,61 bilhões registrados no ano anterior. Os dados são da
Pesquisa de Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira
(17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A cana-de-açúcar respondeu
pela maior parcela do valor produzido no Estado, com participação de 19,36%. Na
sequência aparecem a banana em cacho, com 18,62%, e o melão, com 18,51%.
Entre os municípios
potiguares, Baraúna registrou o maior valor de produção agrícola, com R$ 415
milhões, puxado principalmente pelo melão, mamão e banana. Alto do Rodrigues
ficou em segundo lugar, com R$ 354 milhões, enquanto Touros apareceu na
terceira posição, com R$ 235 milhões.
A cana-de-açúcar teve peso
predominante na produção de alguns municípios. Em Goianinha, respondeu por
97,96% dos R$ 191 milhões gerados pela agricultura. Em Baía Formosa, a
participação chegou a 99,28%, com R$ 148 milhões, enquanto em Canguaretama
representou 97,15% dos R$ 122 milhões registrados.
Produção de melão cai 28%
Apesar do aumento no valor
geral da produção agrícola, a quantidade de melão produzida no Rio Grande do
Norte caiu 28,27% em 2025. Foram 362,3 mil toneladas, ante 505,2 mil toneladas
no ano anterior. Dos 21 municípios potiguares onde a cultura foi identificada,
11 apresentaram redução.
A maior redução destacada pelo
levantamento ocorreu em Mossoró. A área plantada ou destinada à colheita caiu
de 8,3 mil para 4,2 mil hectares. A produção passou de 218,3 mil toneladas, em
2024, para 109,2 mil toneladas no ano passado, recuo de 49,99%. Mesmo com a
queda, Mossoró permaneceu como o maior produtor de melão do Brasil.
Em Apodi, quarto maior
produtor potiguar, a área destinada ao melão diminuiu de 2 mil para 700
hectares. A quantidade produzida recuou de 61,5 mil para 21,7 mil toneladas,
queda de 64,72%.
RN é segundo maior produtor de
castanha de caju
O Rio Grande do Norte também
ocupou a segunda colocação nacional na produção de castanha de caju em 2025.
Foram produzidas 19,6 mil toneladas, que movimentaram mais de R$ 105 milhões. O
Ceará liderou a produção brasileira, seguido pelo RN e pelo Piauí.
Serra do Mel foi o terceiro
maior município produtor de castanha de caju do País, com 8,5 mil toneladas e
valor de produção de R$ 53,2 milhões. Apesar da posição no ranking, a produção
potiguar da cultura caiu 35,76% em quantidade e 28,01% em valor na comparação
com 2024.
O Estado ainda apareceu em
quarto lugar no Brasil na produção de fava, mamão e melancia; em quinto na
produção de maracujá; e em sexto nas produções de batata-doce e manga.
Milho verde e abóbora entram
no levantamento
A PAM passou a investigar 14
novas culturas em 2025. No Rio Grande do Norte, foram identificadas, entre
outras, produções de milho verde, abóbora, acerola, pimentão, alface e
graviola.
A produção potiguar de milho
verde movimentou mais de R$ 35 milhões. A cultura foi identificada em 76
municípios, com Santo Antônio liderando a produção, com 3,1 mil toneladas. Já a
produção de abóbora gerou mais de R$ 30,8 milhões. Baraúna liderou essa cultura,
com 9 mil toneladas.

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