segunda-feira, 21 de setembro de 2026

REFLEXÃO: Política não se faz de promessas, mas de atitudes

Há políticos que prometem muito durante as campanhas: combater o crime organizado, gerar empregos, melhorar a saúde, a educação, o esporte e o lazer. São compromissos apresentados à população, mas que nem sempre se transformam em ações concretas depois das eleições.

Quem realmente trabalha pela população não precisa viver apenas de promessas. Conquista a confiança dos eleitores por meio de atitudes e resultados. A credibilidade é construída ao longo do tempo, campanha após campanha, quando as pessoas conseguem reconhecer o trabalho realizado. E aquele que exerce uma função pública deve estar disposto a ajudar quem precisa, independentemente de ter recebido ou não o seu voto.

Como já dizia Bertolt Brecht: “O pior analfabeto é o analfabeto político.” É aquele que não procura entender, não participa e não acompanha os acontecimentos políticos. Muitas vezes, não percebe que decisões tomadas pelos governantes e representantes públicos podem influenciar diretamente o custo de vida, o preço dos alimentos, do aluguel, do transporte, dos medicamentos e de tantos outros produtos e serviços presentes no cotidiano.

Enquanto parte da população enfrenta dificuldades para garantir alimentação, moradia e condições dignas de vida, também existe um sistema de remuneração, benefícios e estruturas de apoio para determinadas autoridades e agentes públicos. Dependendo do cargo e das regras de cada instituição, podem existir subsídio, auxílio-moradia ou imóvel funcional, verba de gabinete, auxílio ou ajuda de custo, cotas para o exercício do mandato, passagens, diárias e assistência à saúde, entre outros benefícios. Essas despesas precisam ser conhecidas e acompanhadas pela sociedade, especialmente porque envolvem recursos públicos.

Muitas pessoas dizem que determinado político não trabalha, que não cumpre o que prometeu ou até que está envolvido em irregularidades. Mesmo assim, quando chega uma nova eleição, algumas acabam escolhendo novamente os mesmos representantes. Por isso, é importante lembrar do que aconteceu durante o mandato e comparar as promessas feitas com aquilo que realmente foi realizado. O eleitor tem liberdade para questionar: “Você está aqui novamente pedindo meu voto. Mas o que foi feito durante o período em que esteve no poder?”

Também é preciso ter cuidado para não transformar a política em motivo de brigas entre amigos, familiares e vizinhos. As pessoas podem mudar de partido, mudar de opinião e apoiar diferentes grupos ao longo do tempo. O problema surge quando alguém passa a condenar tudo o que defendia anteriormente apenas porque mudou de lado, esquecendo os benefícios ou posições que antes considerava importantes.

A política passa, os mandatos terminam e os partidos podem mudar. O que permanece é a responsabilidade de cada cidadão acompanhar, questionar e cobrar seus representantes. Mais importante do que acreditar em discursos de campanha é observar atitudes, acompanhar resultados e lembrar do que foi feito — e também do que deixou de ser feito.

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