O Brasil contabilizou 23.919
registros de desaparecimento de crianças e adolescentes ao longo de 2025, o que
representa uma média alarmante de 66 casos por dia. Os dados, enviados pelos
estados e pelo Distrito Federal ao Sistema Nacional de Informações de Segurança
Pública (Sinesp), apontam crescimento de 8% em relação a 2024, quando a média
diária era de 60 desaparecimentos de menores de 18 anos.
Do total de ocorrências no
país, cerca de 61% envolvem meninas e adolescentes do sexo feminino, enquanto
38% são do sexo masculino. Especialistas destacam que, apesar do recorte por
gênero ajudar no diagnóstico do problema, ainda há dificuldade em identificar
causas e motivações dos desaparecimentos, já que muitos casos não têm o
desfecho claramente registrado pelas autoridades.
No Rio Grande do Norte, foram
contabilizados 775 desaparecimentos de crianças e adolescentes em 2025, com
taxa de 22,43 casos a cada 100 mil habitantes. Embora o estado não figure entre
os maiores índices proporcionais do país, os números acendem um alerta para a
necessidade de fortalecimento das políticas de prevenção, busca e localização,
especialmente em áreas mais vulneráveis.
Entre as principais
ferramentas utilizadas está o protocolo Amber Alert, acionado em situações
consideradas de alto risco. O sistema divulga informações e imagens de crianças
desaparecidas em redes sociais como Facebook e Instagram, ampliando o alcance das
buscas. Segundo o Ministério da Justiça, a iniciativa tem sido fundamental para
agilizar localizações, mas autoridades reconhecem que a política nacional ainda
precisa avançar na integração com estados e na análise das diferenças
regionais.
Veja o ranking por estado:
São Paulo: 20.546 casos (taxa
por 100 mil habitantes: 44,59 desaparecidos)
Minas Gerais: 9.139 casos (taxa: 42,72 desaparecidos)
Rio Grande do Sul: 7.611 casos (taxa: 67,75 desaparecidos)
Paraná: 6.455 casos (taxa: 54,29 desaparecidos)
Rio de Janeiro: 6.331 casos (taxa: 36,76 desaparecidos)
Santa Catarina: 4.317 casos (taxa: 52,73 desaparecidos)
Bahia: 3,929 casos (taxa: 26,42 desaparecidos)
Goiás: 3.631 casos (taxa: 48,91 desaparecidos)
Pernambuco: 2.745 casos (taxa: 28,71 desaparecidos)
Ceará: 2.578 casos (taxa: 27,81 desaparecidos)
Espírito Santo: 2.421 casos (taxa: 58,66 desaparecidos)
Distrito Federal: 2.235 casos (taxa: 74,58 desaparecidos)
Mato Grosso: 2.112 casos (taxa: 54,24 desaparecidos)
Pará: 1.238 casos (taxa: 14,21 desaparecidos)
Maranhão: 1.182 casos (taxa: 16,84 desaparecidos)
Rondônia: 1.018 casos (taxa: 58,11 desaparecidos)
Amazonas: 982 casos (taxa: 22,72 desaparecidos)
Paraíba: 929 casos (taxa: 22,31 desaparecidos)
Rio Grande do Norte: 775 casos (taxa: 22,43 desaparecidos)
Piauí: 744 casos (taxa: 21,98 desaparecidos)
Alagoas: 729 casos (taxa: 22,63 desaparecidos)
Sergipe: 728 casos (taxa: 31,66 desaparecidos)
Tocantins: 609 casos (taxa: 38,38 desaparecidos)
Roraima: 577 casos (taxa: 78,1 desaparecidos)
Acre: 413 casos (taxa: 46,7 desaparecidos)
Amapá: 408 casos (taxa: 50,59 desaparecidos)
Mato Grosso do Sul: 378 casos (taxa: 12,92 desaparecidos)
Com informações do G1


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