Apresidente interina da
Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que ela e outros dirigentes do chavismo
foram ameaçados de morte por autoridades americanas no dia em que Nicolás
Maduro foi capturado. Segundo Delcy, ela, Diosdado Cabello e Jorge Rodríguez
teriam recebido um ultimato de apenas 15 minutos para decidir entre colaborar
ou serem mortos. A declaração veio à tona após o vazamento de um vídeo de uma
reunião do governo com influenciadores simpáticos ao regime.
No áudio, divulgado
inicialmente pelo site La Hora de Venezuela e repercutido pela
imprensa internacional, Delcy diz que as ameaças começaram “no primeiro minuto”
após o que classificou como o “sequestro” de Maduro. Ela relata ainda que
autoridades americanas chegaram a informar que Maduro e a primeira-dama, Cilia
Flores, estariam mortos, versão que teria sido contestada pelos líderes
chavistas.
A dirigente também afirmou que
o governo venezuelano não esperava uma ofensiva da dimensão que ocorreu,
citando bombardeios em Caracas e classificando a ação como “selvagem” e
“criminal”. Em tom político, Delcy pediu confiança nas decisões da cúpula do regime
e disse que a estratégia adotada exige “paciência e prudência”, mesmo diante de
críticas internas e externas.
A reunião, realizada em
janeiro, reforça a tentativa do governo venezuelano de controlar a narrativa
interna em meio à crise. O encontro com influenciadores digitais e a troca no
comando da comunicação oficial indicam preocupação do chavismo em conter rumores
de colaboração com os EUA, ao mesmo tempo em que Delcy mantém negociações
diplomáticas e econômicas com Washington, incluindo a retomada parcial da venda
de petróleo venezuelano.


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