Com a proximidade da chegada
do Carnaval, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do
Programa Estadual de IST, Aids e Hepatites Virais, elaborou uma Nota de
Mobilização, a fim de alertar para os riscos e consequências do sexo sem proteção.
A nota reforça a importância
do uso do preservativo, método mais seguro para prevenir as infecções
sexualmente transmissíveis (IST), como o HIV, a sífilis, a herpes genital, a
gonorreia, as hepatites virais, o HTLV e o HPV, bem como para evitar uma gravidez
não planejada.
Além disso, a Sesap recomendou
que as secretarias municipais de saúde realizem ações direcionadas à prevenção,
ao diagnóstico e ao tratamento precoce das IST durante o Carnaval. Nesse
contexto, orienta que as secretarias divulguem amplamente os serviços de suas
regiões de saúde que realizam atendimento de Profilaxia Pré-exposição (PrEP
HIV) e Profilaxia de Pós-exposição (PEP HIV) e outras IST, assim como adotem
medidas para facilitar o acesso da população aos preservativos internos e
externos.
A PrEP HIV consiste na
utilização diária e contínua de antirretroviral por pessoas sexualmente ativas
não infectadas, que apresentem contextos de risco aumentado de adquirir o HIV e
tenham 15 anos ou mais, com peso corporal igual ou superior a 35 kg. Além dessa
estratégia, existe a PrEP HIV sob demanda, indicada somente para homens
cisgêneros e pessoas trans designadas como sexo masculino ao nascer que não
estejam em uso de hormônios à base de estradiol.
Já a PEP HIV e outras IST é
uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, às hepatites virais e
outras IST, por meio do uso de medicamentos, com início entre duas e 72 horas
da exposição, para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Deve ser
utilizada após qualquer situação na qual exista o risco de contágio, como
relação sexual desprotegida, nos casos de acidente ocupacional (com
instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico) e nas
situações de violência sexual.
Cenário Epidemiológico
No Rio Grande do Norte, entre
janeiro e setembro de 2025, foram notificados 890 casos de infecção pelo HIV,
309 casos de aids, 129 casos de gestantes vivendo com HIV, 108 casos de
crianças expostas ao HIV e 82 óbitos por aids.
Em comparação com o mesmo
período de 2024, observa-se uma redução no número de casos de aids, na
mortalidade e no registro de crianças expostas ao HIV. Por outro lado,
verifica-se um incremento no número de casos de infecção pelo HIV e manutenção
de elevada detecção de HIV em gestantes.
Esses dados indicam
persistência da transmissão do HIV no estado e reforçam a necessidade de
intensificação das ações de prevenção combinada, ampliação do diagnóstico
oportuno e fortalecimento da linha de cuidado às pessoas vivendo com HIV.
Via: Blog Jair Sampaio


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