A Federação Internacional de
Jornalistas (FIJ) divulgou a lista final de jornalistas mortos em 2025,
revelando um total de 128 jornalistas e profissionais da mídia assassinados ao
longo do ano.
O levantamento inclui nove
mortes classificadas como acidentais. Para a Federação, os números confirmam
mais um ano trágico para o jornalismo e expõem a contínua falha das autoridades
em garantir a proteção da categoria, além da persistência da impunidade.
A lista final incorpora 17 casos adicionais confirmados após 10 de dezembro, o que reforça a gravidade do cenário enfrentado pela imprensa em 2025. Desde 1990, quando a FIJ lançou sua Lista Anual de Jornalistas Mortos, já foram documentadas 3.173 mortes em todo o mundo, uma média de 91 por ano e 876 apenas na última década.
A Federação também divulgou a relação de 533 jornalistas atualmente presos, com a China se mantendo como o país que mais encarcera profissionais da mídia. Pelo terceiro ano consecutivo, o Oriente Médio e o mundo árabe figuram como as regiões mais perigosas para o exercício do jornalismo.
Oriente Médio e Mundo Árabe
(74)
Com 74 jornalistas mortos em 2025 (sendo 56 na Palestina), a região respondeu por 58% de todos os assassinatos de profissionais da mídia no mundo. A guerra em Gaza cobrou o preço mais alto entre jornalistas palestinos. Um dos casos mais emblemáticos foi o ataque direcionado de 10 de agosto que matou o repórter da Al Jazeera Anas Al-Sharif, além de outros cinco jornalistas e profissionais da mídia, em uma tenda instalada nas proximidades do Hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza.
No Iêmen, um ataque do Exército israelense à redação do jornal 26 de Setembro resultou na morte de 13 jornalistas e profissionais da mídia, em um dos episódios mais letais contra veículos de comunicação já registrados. Também foram contabilizadas mortes de jornalistas na Síria (2) e no Irã (2) em decorrência do exercício profissional. No Irã, houve ainda uma morte acidental, elevando para três o total de óbitos no país.
Além da violência letal,
governos da região intensificaram a repressão à imprensa. Atualmente, 74
jornalistas estão presos no Oriente Médio e no mundo árabe, sobretudo em Israel
(41 jornalistas palestinos), no Egito (15) e no Iêmen (11).
África (18)
Na África, nove profissionais da mídia foram assassinados em 2025. O Sudão
concentrou seis dessas mortes e segue como o epicentro da violência contra
jornalistas no continente desde o início do conflito, em abril de 2023. A FIJ também registrou um
assassinato em cada um dos seguintes países: Moçambique, Somália, Tanzânia e
Zimbábue.
Via: Polêmica
Paraíba


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