terça-feira, 13 de janeiro de 2026

SAÚDE: Janeiro Verde alerta para mudanças no rastreamento do câncer do colo do útero

O primeiro mês do ano ganha um importante alerta para a saúde feminina com a campanha Janeiro Verde, voltada à conscientização e prevenção do câncer do colo do útero. A iniciativa chama atenção para as novas diretrizes de rastreamento da doença, apresentadas na atualização do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero, lançado na quinta-feira 8 pela Fundação do Câncer.

A nova cartilha traz mudanças significativas, como a ampliação do intervalo entre os exames de rastreamento quando o resultado é negativo, além do fortalecimento do diagnóstico precoce, fator decisivo para reduzir a mortalidade associada à doença. O material substitui diretrizes anteriores, que tinham como principal método o exame Papanicolau por citologia, vigente até então.

Apesar das mudanças, a primeira edição do guia, lançada em 2022, já destacava a importância da vacinação contra o HPV, infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e principal causadora do câncer do colo do útero. A versão atualizada amplia esse olhar, alinhando o Brasil às recomendações internacionais e reforçando a necessidade de políticas públicas e ações educativas voltadas à saúde feminina.

Para Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), essa cartilha representa um avanço importante no cuidado com a saúde das mulheres.

“As novas diretrizes trazem mais precisão ao rastreamento do câncer do colo do útero e permitem um acompanhamento mais adequado, baseado em evidências científicas. Isso significa mais segurança para as mulheres e maior efetividade na prevenção”, destaca o médico ginecologista e obstetra.

Atualmente, o câncer do colo do útero é o terceiro mais incidente entre as brasileiras. Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023-2025, estima-se 17.010 novos casos, o que representa uma taxa de incidência de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres.

Apesar dos números alarmantes, segundo Robinson Dias, trata-se de uma doença altamente prevenível com acesso à informação de qualidade, vacinação contra o HPV e acompanhamento ginecológico regular.

“A vacinação contra o HPV, aliada ao rastreamento adequado, é uma estratégia fundamental para reduzir drasticamente os casos da doença. Por isso, é essencial que as mulheres procurem regularmente o ginecologista, mesmo na ausência de sintomas”, finaliza o especialista.

Via: Agora RN

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