A saudade não obedece ao tempo
nem respeita fases da vida. Ela chega silenciosa, ocupa espaços e se instala no
coração sem pedir permissão. Pode nascer de um instante simples ou de uma
história inteira, mas sempre carrega consigo a força das lembranças que
marcaram a alma.
Não importa se vem da
infância, da juventude ou da maturidade. A saudade é democrática: visita
crianças, jovens, adultos e idosos com a mesma intensidade. Às vezes é leve,
quase um carinho; em outras, é profunda, apertada, como se quisesse lembrar que
algo verdadeiro foi vivido.
Ela pode surgir ao ouvir uma
música, sentir um cheiro conhecido ou revisitar um lugar especial. Basta um
detalhe para que memórias ganhem vida e façam o coração viajar por caminhos já
percorridos, revivendo sorrisos, conversas e momentos que ficaram guardados.
A saudade também ensina.
Mostra o valor das pessoas, dos encontros e dos instantes que, na correria do
dia a dia, parecem comuns, mas se tornam preciosos quando passam. É ela quem
revela que viver vale a pena justamente porque sentimos, nos apegamos e amamos.
Por isso, sentir saudade não é
sinal de fraqueza, mas de humanidade. É a prova de que houve afeto, entrega e
significado. A saudade não tem idade porque o coração não envelhece quando
guarda aquilo que foi verdadeiro.
📰 A notícia que aproxima você da nossa cidade para o mundo.
📷 Fotos: João Batista | @joaobatistats / @parazinho_e_noticia
Nenhum comentário:
Postar um comentário