segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

REFLEXÃO: Saudade não tem idade

A saudade não obedece ao tempo nem respeita fases da vida. Ela chega silenciosa, ocupa espaços e se instala no coração sem pedir permissão. Pode nascer de um instante simples ou de uma história inteira, mas sempre carrega consigo a força das lembranças que marcaram a alma.

Não importa se vem da infância, da juventude ou da maturidade. A saudade é democrática: visita crianças, jovens, adultos e idosos com a mesma intensidade. Às vezes é leve, quase um carinho; em outras, é profunda, apertada, como se quisesse lembrar que algo verdadeiro foi vivido.

Ela pode surgir ao ouvir uma música, sentir um cheiro conhecido ou revisitar um lugar especial. Basta um detalhe para que memórias ganhem vida e façam o coração viajar por caminhos já percorridos, revivendo sorrisos, conversas e momentos que ficaram guardados.

A saudade também ensina. Mostra o valor das pessoas, dos encontros e dos instantes que, na correria do dia a dia, parecem comuns, mas se tornam preciosos quando passam. É ela quem revela que viver vale a pena justamente porque sentimos, nos apegamos e amamos.

Por isso, sentir saudade não é sinal de fraqueza, mas de humanidade. É a prova de que houve afeto, entrega e significado. A saudade não tem idade porque o coração não envelhece quando guarda aquilo que foi verdadeiro.

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📷 Fotos: João Batista | @joaobatistats / @parazinho_e_noticia

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