Aposentados e pensionistas do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem benefícios acima do
salário mínimo terão reajuste de 3,90% na remuneração, após divulgação do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) na sexta-feira 9, usado como
referência para o reajuste.
Com o reajuste, o teto dos
benefícios do INSS passará de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55.
A atualização foi oficializada
por meio de portaria do governo federal publicada nesta segunda-feira 12 no
Diário Oficial da União (DOU), que definiu os novos valores pagos pela
Previdência.
Apesar do aumento, a correção
ficará abaixo da inflação oficial do país, já que o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2025 com alta de 4,26%.
Como o INPC é o indicador
usado como base para reajustar os benefícios acima do piso nacional, a
diferença entre os dois índices aponta perda de poder de compra para esse grupo
de segurados.
Além disso, a correção de 3,9%
será aplicada integralmente apenas aos segurados que já recebiam aposentadoria
ou pensão em 1º de janeiro do ano passado.
Para quem passou a receber o
benefício a partir de fevereiro de 2025, o aumento será proporcional ao número
de meses pagos, já que não houve a incidência de 12 meses completos de
reajuste. Quanto mais recente for a data de concessão do benefício, menor será
o índice aplicado no reajuste.
Entenda o reajuste pelo INPC
O INPC é usado como índice de
reajuste de aposentadorias desde 2003. Até 2006, não havia um índice oficial.
Antes disso, foram usados o IPC-r, o IGP-DI e índices definidos
administrativamente. O índice é calculado pelo IBGE desde 1979, refere-se às
famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, com chefe
assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia,
Campo Grande e Brasília.
Já o IPCA, considerado a
inflação oficial do país, refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a
40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e também abrange dez regiões
metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília.
Via: Agora
RN


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