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terça-feira, 19 de maio de 2026

PESQUISA CIENTÍFICA: Bactéria encontrada em detergentes: pesquisadores da UFRN estudam a Pseudomonas aeruginosa, classificada como patógeno prioritário pela OMS

No último dia 7 de maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição e venda de produtos da marca Ypê, entre detergentes, sabões líquidos e desinfetantes de todos os lotes com numeração final 1, após identificar falhas graves nas boas práticas de fabricação da Química Amparo, fabricante da marca, em sua unidade de Amparo, em São Paulo (SP).

Foram encontrados nos produtos a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, um microrganismo bastante reconhecido no ambiente hospitalar, classificado como multirresistente a antibióticos e considerado uma ameaça à saúde pública pelo Ministério da Saúde (MS).

O que se sabe sobre essa bactéria e como ela pode estar presente em um produto de limpeza?

A Pseudomonas aeruginosa é um microrganismo presente em praticamente todos os lugares, especialmente os úmidos e aquáticos, como água, piscinas, torneiras e sistemas de abastecimento. Apesar de comum no ambiente, ela carrega características que a tornam particularmente perigosa em determinadas condições.

Segundo o professor Rafael Wesley Bastos, integrante do Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPGBP/UFRN) e vice-coordenador do Grupo de Estudo e Ações em Saúde Única (Geasu-RN), o que torna essa bactéria especialmente preocupante é uma combinação de fatores raramente observada em outros microrganismos. Ela desenvolveu mecanismos para escapar de um grande número de antibióticos, além da ação de 

e a desinfetantes e antissépticos. “A Pseudomonas é resistente a desinfetantes e, justamente por isso, a gente se preocupa dela estar presente nesses produtos, porque ela sobrevive — coisas que outras bactérias normalmente não conseguem”, afirma.

Produtos Regionais RN

A bactéria é amplamente estudada na UFRN. Pesquisas recentes do professor Rafael Bastos, publicadas no periódico Frontiers in Fungal Biology, revelaram que ela também pode inibir o crescimento do Candida auris, o superfungo multirresistente incluído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na lista de patógenos fúngicos prioritários. Esse duplo perfil, ao mesmo tempo, agente de infecções graves e potencial inibidor de outros patógenos, evidencia a complexidade do microrganismo relevância de seu estudo.

O docente ressalta ainda que a Pseudomonas aeruginosa não é a única bactéria capaz de sobreviver ao contato com produtos de limpeza, mas é uma das principais, e por isso é monitorada de forma específica nesses produtos após a fabricação. 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

PESQUISA CIENTÍFICA: Especial UFRN – Estudo da UFRN aponta que semente de tamarindo pode ajudar no controle do açúcar no sangue

Os alimentos ricos em carboidratos fazem parte do dia a dia da maioria dos brasileiros. No entanto, para pessoas com Diabetes Mellitus, eles representam um desafio constante: o aumento rápido da glicose no sangue após as refeições.

É nesse contexto, que um estudo, desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), apresenta um composto natural extraído da semente de tamarindo como possível aliado no controle da hiperglicemia.

A pesquisa, produto de mestrado da aluna Larissa Souza, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (Ppgnut/UFRN) sob orientação dos professores Ana Heloneida, do Departamento de Nutrição (Dnut/UFRN), e Davi Serradella, do Instituto de Química (IQ/UFRN), demonstrou que o inibidor de tripsina (TTI) é capaz de reduzir a atividade da α-amilase, enzima responsável pela quebra de carboidratos em açúcares simples.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores combinaram ensaios laboratoriais com simulações computacionais de alta complexidade, realizadas com apoio do Núcleo de Processamento de Alto Desempenho (NPAD) da UFRN, fundamental para a modelagem molecular envolvida no estudo.

Os alimentos ricos em carboidratos fazem parte do dia a dia da maioria dos brasileiros. No entanto, para pessoas com Diabetes Mellitus, eles representam um desafio constante: o aumento rápido da glicose no sangue após as refeições. É nesse contexto, que um estudo, desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), apresenta um composto natural extraído da semente de tamarindo como possível aliado no controle da hiperglicemia.

A pesquisa, produto de mestrado da aluna Larissa Souza, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (Ppgnut/UFRN) sob orientação dos professores Ana Heloneida, do Departamento de Nutrição (Dnut/UFRN), e Davi Serradella, do Instituto de Química (IQ/UFRN), demonstrou que o inibidor de tripsina (TTI) é capaz de reduzir a atividade da α-amilase, enzima responsável pela quebra de carboidratos em açúcares simples. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores combinaram ensaios laboratoriais com simulações computacionais de alta complexidade, realizadas com apoio do Núcleo de Processamento de Alto Desempenho (NPAD) da UFRN, fundamental para a modelagem molecular envolvida no estudo.

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