A Receita Federal iniciou,
nesta semana, o envio de cartas a 498.487 contribuintes pessoas físicas que
tiveram a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026 retida na
malha fina. Os avisos serão encaminhados em lotes semanais até 20 de outubro e
fazem parte do Projeto Cartas 2026, iniciativa do órgão para incentivar a
regularização espontânea das declarações e evitar a aplicação de multas.
Para consultar a situação da
declaração, o contribuinte deve acessar o serviço Meu Imposto de Renda,
disponível na página da Receita Federal e no aplicativo do órgão para
dispositivos com iOS e Android. O acesso é feito com uma conta gov.br de nível
prata ou ouro. Quando há alguma restrição, a declaração aparece com o status
“Com Pendência”.
Para o contador Gustavo
Vieira, sócio-diretor da Rui Cadete Consultores Associados, o primeiro passo é
consultar o motivo da pendência e conferir se as informações prestadas estão de
acordo com os documentos comprobatórios. “É preciso ter atenção especial aos
rendimentos e às despesas dedutíveis. Um rendimento recebido eventualmente e
que ficou de fora da declaração pode gerar uma pendência”, alerta.
Segundo ele, uma situação
comum é quando o contribuinte deixa de informar rendimentos de dependentes ou
não declara todos os valores de aposentadoria recebidos pelo titular ou
dependente. “Outro ponto de atenção são as despesas médicas. Informar um ano diferente
daquele em que a despesa foi realizada, declarar um valor diferente ou incluir
uma despesa que não é dedutível podem gerar inconsistências”, orienta.
Quando identificar um erro ou
omissão, o contribuinte pode apresentar uma declaração retificadora pelos
canais digitais da Receita Federal. “Se os dados estiverem corretos, o
contribuinte precisa reunir os comprovantes que sustentam as informações declaradas.
Por outro lado, se houver erro, a orientação é avaliar a retificação o quanto
antes”, explica Gustavo Vieira.
A regularização antes de uma
possível intimação pode evitar a aplicação de multas e reduzir o risco de novos
atrasos no processamento de eventual restituição.
Via: Jair
Sampaio

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