sábado, 10 de outubro de 2026

ALERTA AOS CONSUMIDORES: Anvisa alerta que suplementos não tratam resistência à insulina


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o uso indevido de suplementos alimentares para tratar a resistência à insulina, reforçando que esses produtos não possuem propriedades terapêuticas. O posicionamento foi oficializado pela Agência na sexta-feira (09/10), como forma de combater a propagação de informações falsas em redes sociais.

A iniciativa da Anvisa surge em resposta a conteúdos digitais que recomendam substâncias como berberina, magnésio e mio-inositol como curas milagrosas para a condição metabólica. Ao substituir ou adiar tratamentos médicos convencionais por estratégias não comprovadas, o paciente coloca em risco a própria dignidade e saúde, retardando intervenções essenciais para o controle da glicose.

A resistência à insulina é um estado fisiológico complexo em que o corpo responde de forma ineficaz ao hormônio responsável por regular a glicose no sangue. Por exigir uma análise clínica profunda sobre as causas e particularidades de cada organismo, a Anvisa destaca que a conduta médica, baseada em mudanças de estilo de vida e medicamentos específicos, é o único caminho seguro.

Orientações de segurança para o uso de suplementos

Para garantir que o consumo de suplementos seja seguro e não atrapalhe tratamentos vitais, a Agência orienta:

  • Buscar orientação: Todo consumo deve ser precedido por avaliação profissional.
  • Escolher onde comprar: Priorize estabelecimentos e sites de confiança.
  • Respeitar a indicação: A dosagem e o tempo de uso definidos por especialistas são inegociáveis.
  • Observar reações: Qualquer efeito adverso exige interrupção e retorno ao médico.

A Anvisa esclarece, ainda, que produtos com finalidade de tratar doenças precisam de registro como medicamentos. Suplementos alimentares, por definição, servem apenas para suprir deficiências nutricionais pontuais, sem capacidade de substituir a terapêutica clínica definida por um profissional de saúde.

Via: Blog do FM

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