sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

SAÚDE: Mãe doa a própria medula óssea para salvar a filha em tratamento em hospital de Natal

Um gesto de amor incondicional tem emocionado uma família paraibana em tratamento de saúde no Rio Grande do Norte. Dayane Duarte, natural do município de Arara, realizou a doação da própria medula óssea para sua filha, Sabrina, de 24 anos, que enfrenta um delicado problema de saúde.

Mãe e filha estão internadas em Natal, onde passam por acompanhamento médico e tratamento especializado. Desde o dia 17 de dezembro, ambas permanecem na capital potiguar para a realização do transplante e o período de recuperação.

A captação da medula de Dayane foi realizada na quarta-feira (18), por meio de um procedimento seguro, feito em centro cirúrgico, sob anestesia, no qual a medula óssea é retirada do osso da bacia (crista ilíaca). Já na quinta-feira (19), Sabrina passou pelo transplante, recebendo a medula da mãe em um momento marcado por emoção, fé e esperança. A previsão de internação pode ultrapassar 100 dias, conforme informado pela família.

Recém-formada em Odontologia, Sabrina enfrenta o tratamento com coragem. Embora o ideal em transplantes de medula seja a compatibilidade total — geralmente encontrada entre irmãos — o transplante haploidêntico, realizado entre pais e filhos, tem se consolidado como uma alternativa segura e eficaz, oferecendo uma nova chance de vida a muitos pacientes.

A história reforça a força do vínculo entre mãe e filha e evidencia como o amor pode ser decisivo na luta pela vida.

Como se tornar doador de medula óssea

Casos como o de Sabrina também chamam a atenção para a importância da doação voluntária de medula óssea. Para se cadastrar como doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e procurar um hemocentro. No Brasil, o cadastro é feito por meio do Registro Nacional de Doadores Voluntarios de Medula Ossea, coordenado pelo Instituto Nacional de Cancer.

O processo é simples: é coletada uma pequena amostra de sangue para análise de compatibilidade genética (HLA), e os dados ficam armazenados em um banco nacional e internacional. Caso surja um paciente compatível, o doador é convocado para exames complementares e, confirmada a compatibilidade, realiza a doação.

A doação pode ocorrer de duas formas:

•Por punção da medula óssea, com retirada do material diretamente do osso da bacia, sob anestesia;

•Por aférese, método semelhante à doação de sangue, no qual as células-tronco são coletadas pela corrente sanguínea após estímulo medicamentoso.

A chance de encontrar um doador totalmente compatível pode ser de uma em cada 100 mil pessoas. Por isso, ampliar o número de voluntários cadastrados é fundamental para salvar vidas.

A história de Dayane e Sabrina é um exemplo de esperança — e um convite para que mais pessoas se tornem doadoras e ofereçam a alguém a oportunidade de recomeçar.

Via: Blog do BG

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