sábado, 28 de fevereiro de 2026

ESTATÍSTICAS: Renda domiciliar per capita no Brasil é de R$ 2.316 em 2025, aponta IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a renda domiciliar per capita nominal mensal no Brasil foi de R$ 2.316 em 2025. O dado integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e foi divulgado nesta sexta-feira 27.

O levantamento mostra que o rendimento domiciliar per capita variou de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal. O Distrito Federal manteve a liderança no ranking entre as 27 unidades da federação. Na outra ponta, o Maranhão registrou novamente o menor valor do país, com R$ 1.219. Em São Paulo, a renda per capita nominal foi de R$ 2.956 em 2025, a segunda maior do país. No Rio de Janeiro, o valor foi de R$ 2.794. Em Minas Gerais, a renda registrada foi de R$ 2.353.

Segundo o IBGE, os valores foram obtidos a partir dos rendimentos brutos de trabalho e de outras fontes efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa, acumulando as informações das primeiras visitas da PNAD Contínua realizadas no 1º, 2º, 3º e 4º trimestres de 2025. O rendimento domiciliar per capita foi calculado como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares nominais e o total de moradores. Nesse cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes. Todos os moradores entram na conta, inclusive pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos.

O IBGE não divulga valores corrigidos pela inflação para comparação com anos anteriores.

A divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece critérios para o rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Todos os anos, o instituto envia as estatísticas ao Tribunal de Contas da União (TCU), que utiliza os dados no cálculo dos fatores representativos do inverso do rendimento domiciliar per capita.

PNAD Contínua

A PNAD Contínua é realizada pelo IBGE desde janeiro de 2012. Trata-se de uma pesquisa domiciliar, amostral, que acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho, entre outras informações socioeconômicas. No caso dos rendimentos, as informações sobre trabalho são coletadas em todas as visitas ao domicílio. Já as informações sobre outras fontes de renda são obtidas na primeira e na quinta visitas. Para o cálculo anual do rendimento domiciliar per capita, utiliza-se a primeira visita ao domicílio.

Em 2020 e 2021, houve queda nas taxas de aproveitamento da coleta, sobretudo da primeira visita, em razão do contexto da Pandemia de COVID-19 e das restrições de acesso aos domicílios. Diante disso, para o cálculo dos rendimentos de 2020, 2021 e 2022 foi adotada a quinta visita como referência. A partir de 2022, iniciou-se a recuperação do aproveitamento das entrevistas, consolidada em 2023. Desde então, o cálculo do rendimento domiciliar per capita voltou a ter como base o banco da primeira visita aos domicílios.

Via: Agora RN

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