O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, proferiu, nessa terça-feira (24), o mais longo discurso
da história do Estado da União ao Congresso, com 1 hora e 48 minutos de duração
— superando todos os registros anteriores no Capitólio, em Washington, D.C.
No balanço de seu primeiro ano
de governo, Trump criticou duramente a Suprema Corte dos Estados Unidos após a
corte derrubar suas tarifas comerciais, descrevendo a decisão como “lamentável”
e reafirmando que seguirá defendendo suas medidas econômicas apesar das
limitações legais.
Uma parte significativa de sua
fala foi dedicada à política de imigração, que o presidente defendeu com
veemência, exaltando medidas de repressão a imigrantes ilegais enquanto propõe
restrições mais rígidas, como o fim de cidades-santuário e limitações ao acesso
a carteiras de motorista para estrangeiros sem documentação.
No campo internacional, Trump
lançou um alerta ao Irã, acusando o país de perseguir ambições nucleares e
reiterando que jamais permitirá que a nação do Oriente Médio desenvolva uma
arma nuclear — ainda que enfatize preferência por soluções diplomáticas.
Além de sua defesa de
políticas duras, o presidente tentou traçar um quadro otimista da economia
americana, falando em uma suposta “era de ouro” de crescimento e
fortalecimento, enquanto enfrenta opiniões públicas e reações divergentes no
Congresso.
O discurso ocorre em um
momento crítico nos EUA, com as eleições de meio de mandato se aproximando, e
tem servido tanto como plataforma para as posições de Trump quanto como munição
para opositores que criticam seu tom e prioridades.


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