Com blocos espalhados por todo
o país e milhões de pessoas nas ruas, o Carnaval movimenta
não só a economia, mas também a ação de criminosos especializados em fraudes
digitais. Durante o período de festas, aumentam os registros de golpes
envolvendo pagamentos eletrônicos, principalmente por meio de maquininhas
adulteradas, cartões por aproximação e transferências via Pix.
Entre as práticas mais comuns
está o uso de equipamentos de pagamento com visor danificado ou manipulado, o
que impede o cliente de conferir o valor real da cobrança. Outra estratégia
recorrente envolve falsos vendedores que trocam cartões ou registram a senha da
vítima, permitindo movimentações financeiras posteriores sem que o dono perceba
de imediato.
Também é necessário atenção ao
realizar pagamentos por Pix. QR Codes falsos podem direcionar o dinheiro para
contas diferentes da do comerciante. Antes de concluir qualquer operação, a
recomendação é verificar com cuidado o nome do destinatário, os dados bancários
e o valor informado.
Em meio às aglomerações,
golpes com cartões por aproximação também ganham espaço. Criminosos se
aproveitam do contato físico próximo para tentar efetuar cobranças sem
autorização. Uma medida preventiva é desativar temporariamente essa função
durante os dias de festa.
Para reduzir riscos,
especialistas orientam ainda:
- ativar alertas no aplicativo do banco para
acompanhar transações em tempo real;
- manter Wi-Fi e Bluetooth desligados quando
não estiverem em uso;
- estabelecer limites para pagamentos por
aproximação e transferências via Pix;
- anotar o número IMEI do celular (*#06#).
Em caso de roubo, o código permite solicitar o bloqueio do aparelho junto
à operadora.
A combinação de atenção e
medidas simples pode ajudar o folião a curtir a festa sem transformar a
diversão em prejuízo financeiro.


Nenhum comentário:
Postar um comentário