quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

INCÊNDIO: “Estou profundamente abalado”, lamenta escultor após incêndio destruir estátua


 

“Estou profundamente abalado. Nunca aconteceu isso, tenho 15 anos de caminhada”, disse o artista pernambucano Ranilson Viana após o incêndio que destruiu a estátua de Nossa Senhora de Fátima em construção no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal, na tarde de terça-feira 24. A estrutura foi tomada pelas chamas e desabou durante o trabalho no canteiro de obras.

A imagem teria 35 metros de altura sobre uma base de 8 metros — cerca de 43 metros no total — e era construída com blocos de isopor. Apenas a cabeça e a coroa, que ainda não haviam sido instaladas, não foram destruídas. O fogo começou após um curto-circuito em uma máquina de solda utilizada na obra, informação que foi confirmada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura de Natal.

No momento do incidente, três trabalhadores atuavam na montagem da estrutura com o auxílio de um guindaste. Um deles sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus, recebeu atendimento no local e foi encaminhado ao hospital. Não houve registro de vítimas graves.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte informou que foi acionado por volta das 14h30 e mobilizou três caminhões do tipo Auto Bomba Tanque Salvamento (ABTS), além de unidades de resgate e salvamento e um oficial de operações. Cerca de 20 militares participaram da ocorrência, utilizando aproximadamente 15 mil litros de água até a completa extinção do incêndio. Após o combate às chamas, a área foi interditada para avaliação estrutural e apuração detalhada das causas.

A estátua integra o Complexo Turístico Religioso Nossa Senhora de Fátima, projeto coordenado pela Prefeitura do Natal com orçamento global estimado em R$ 15 milhões. Apenas a construção da escultura estava orçada em cerca de R$ 5 milhões. A obra começou em novembro de 2024 e tinha conclusão prevista para abril de 2026, incluindo pintura e acabamentos.

Além da imagem monumental, o projeto prevê pavimentação das vias do entorno, acessibilidade, iluminação cênica, cercamento com gradil, estacionamento e estrutura de apoio ao visitante. Após o incêndio, um novo cronograma deverá ser elaborado e o uso do material na construção passará por reavaliação.

Em nota oficial, a Prefeitura informou que Ranilson Viana se comprometeu a se responsabilizar integralmente pela recuperação da imagem e a retomar os serviços assim que as condições estruturais permitirem, sem prejuízo financeiro para o município. A proposta do complexo é transformar a Zona Norte em um novo polo de turismo religioso, ampliando os atrativos da capital potiguar além do tradicional turismo de sol e mar.

Nathallya Macedo, O Correio de Hoje 

PUBLICIDADE:

Nenhum comentário:

Postar um comentário