O presidente americano Donald
Trump rejeitou nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, uma proposta revisada
do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, classificando-a como
“TOTALMENTE INACEITÁVEL” em uma publicação na Truth Social. A decisão, que frustra
os esforços de mediação do Paquistão, mantém as negociações de paz estagnadas e
prolonga um cenário de violência que já vitimou milhares de civis e militares
na região.
A fonte paquistanesa, que
compartilhou o documento com os EUA, expressou urgência ao ser questionada
sobre a superação das divergências. “Não temos muito tempo”, declarou,
acrescentando que Washington e Teerã “continuam mudando suas metas”, o que
dificulta o avanço do diálogo. Trump formalizou a rejeição à resolução iraniana
em sua plataforma Truth Social. "Acabei de ler a resposta dos chamados
“Representantes” do Irã. Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL!", declarou,
sublinhando a intransigência que tem marcado o diálogo entre as nações.
O que previa a proposta
iraniana?
A proposta de Teerã, segundo
uma fonte da agência estatal do Irã, reivindicava o fim completo do conflito,
garantias contra novos ataques ao território iraniano e a suspensão das sanções
sobre a venda de petróleo por 30 dias. O documento, que contou com a mediação
do Paquistão, também exigia que os Estados Unidos compensassem o Irã pelos
danos da guerra e reafirmava a soberania iraniana sobre o estratégico Estreito
de Ormuz. Adicionalmente, o texto pleiteava o fim imediato do bloqueio naval ao
Irã após a formalização de um acordo inicial, conforme informações da agência
estatal Tasnim.
O ponto crítico do Estreito de
Ormuz
A importância do Estreito de
Ormuz é um tema sensível na disputa. Recentemente, um alto oficial militar
iraniano já havia alertado sobre os riscos na passagem. Ele declarou que países
que aplicam sanções contra o Irã "enfrentarão problemas" com a
passagem de seus navios pela via marítima, segundo a mídia estatal iraniana.
“De agora em diante, os países que seguirem os Estados Unidos na aplicação de
sanções contra a República Islâmica do Irã certamente enfrentarão problemas ao
passar pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o brigadeiro-general Amir Akraminia,
porta-voz do Exército do Irã, sublinhando a tensão na região.
