A distribuição do fundo
eleitoral está transformando os bastidores da campanha no Rio Grande do Norte
num verdadeiro caldeirão. PSB, PL, PT, União Brasil e PV enfrentam reclamações
de candidatos insatisfeitos com os critérios utilizados pelas direções partidárias
para dividir os recursos destinados às campanhas.
A principal queixa está na
diferença dos valores. Enquanto determinados candidatos são contemplados com
cifras milionárias, outros recebem quantias consideradas insuficientes para
colocar uma campanha competitiva nas ruas — e há quem ainda espere pela chegada
de qualquer recurso.
O resultado é previsível:
revolta, tensão e cobrança dentro das próprias nominatas. Para candidatos de
menor estrutura, disputar uma eleição contra companheiros de partido
abastecidos com milhões significa começar a corrida em enorme desvantagem.
A situação expõe também uma
velha contradição do sistema eleitoral: todos entram na nominata para ajudar o
partido a conquistar votos e atingir o quociente eleitoral, mas nem todos
recebem condições semelhantes para disputar esses mesmos votos.
Nos bastidores, já circula a
expectativa de novas desistências nos próximos dias. Se isso acontecer, ficará
evidente que a briga pelo fundo eleitoral não mexeu apenas com os cofres das
campanhas. Mexeu também com a sobrevivência das próprias nominatas.
E a pergunta que começa a
incomodar dentro dos partidos é simples: fundo eleitoral é dinheiro para
fortalecer a nominata ou apenas para eleger os escolhidos? É somente uma
pergunta.
Via: Blog
do Robson Pires

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