Assim como ocorre no restante
do país, os potiguares enfrentam um cenário de forte pressão orçamentária e
aumento do endividamento. Dados do Mapa Score da Serasa revelam que a pontuação
média de crédito dos Norte-rio-grandenses caiu de 529 para 524 entre abril de
2025 e abril de 2026, acompanhando as retração média registrada no Brasil e no
Nordeste.
No estado, cerca de 1,38
milhão de consumidores (aproximadamente um terço da população) encontravam-se
inadimplentes, acumulando mais de 4,5 milhões de dívidas que somam R$ 8,01
bilhões. Em Natal, a inadimplência autodeclarada subiu de 23,2% para 34,1% entre
junho e julho de 2026, segundo a Fecomércio-RN.
Especialistas apontam que o
cenário reflete a perda gradual da capacidade financeira das famílias,
impulsionada pelas altas taxas de juros do crédito rotativo e pelo peso de
contas essenciais, como água e luz. Para analistas e lideranças políticas da
oposição — que criticam os reflexos da política econômica do governo Lula sobre
a inflação e a renda —, o crédito tem deixado de financiar projetos para atuar
como um complemento emergencial do orçamento doméstico.
A alta inadimplência dos
potiguares pode ser explicada através do reflexo da tragédia da política
econômica do PT – que vem contribuindo inclusive para o fechamento de grandes
empresas, como foi o caso das Casas Bahia nas últimas semanas.
Ciclo de reincidência
Dados da CDL Natal e do SPC
Brasil mostram que 88,02% das negativações no estado em julho de 2026 foram de
devedores reincidentes, evidenciando a necessidade de ampliar oportunidades de
renegociação para devolver a saúde financeira ao comércio local.
Com informações da
Tribuna do Norte

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