O primeiro leilão da operação
Plata, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em
fevereiro de 2023, vendeu imóveis localizados no Estado de São Paulo e
arrecadou R$ 1.765.500,00. A venda dos bens foi realizada pela Secretaria Nacional
de Políticas sobre Drogas (Senad).
A investigação do MPRN
combateu a atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no RN.
A operação Plata cumpriu sete mandados de prisão e outros 43 de busca e
apreensão nos Estados do Rio Grande do Norte, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso
do Sul, Santa Catarina, Bahia, Ceará e Paraíba, e ainda no Distrito Federal.
Os valores arrecadados no
leilão são objeto de investimento do MPRN em recuperação de ativos e
investigação patrimonial. O montante arrecadado será revertido para a União
porque os bens são originários de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e
deve ser utilizado na execução de medidas de prevenção e repressão ao tráfico
de drogas.
Operação Plata
As investigações que
culminaram na deflagração da operação Plata foram iniciadas em 2019, com o
objetivo de apurar o tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas,
além do crime de lavagem de dinheiro. O esquema era liderado por Valdeci Alves
dos Santos, também conhecido por Colorido. Valdeci é originário da região do
Seridó potiguar e é apontado como sendo o segundo maior chefe do Primeiro
Comando da Capital (PCC), facção criminosa que surgiu nos presídios paulistas e
que tem atuação em todo o Brasil e em países vizinhos.
No RN, os mandados de prisão e
de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Natal, Jardim de Piranhas,
Parnamirim, Caicó, Assu e Messias Targino. Houve ainda cumprimento de mandados
nas cidades paulistas de São Paulo, Araçatuba, Itu, Sorocaba, Tremembé,
Votorantim e Araçoiaba da Serra; em Brasília/DF, Fortaleza/CE, Balneário
Camboriú/SC, Picuí/PB, Espinosa/MG e em Serra do Ramalho e Urandi, ambas na
Bahia.
O processo resultou na
condenação de réus ligados ao esquema criminoso pela Justiça. Entre os punidos
estão Geraldo dos Santos Filho e Valdeci Alves dos Santos. Outros envolvidos
também receberam penas de prisão.
Via: BG

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