O número
de mortos após as fortes chuvas que atingiram o Nepal subiu para 676,
segundo atualização das autoridades de gestão de desastres divulgada neste
sábado (29).
O
balanço mais recente aponta que 669 pessoas morreram no Nepal. No Tibete
chinês, outras sete mortes foram confirmadas, elevando o total para 676
vítimas.
Enquanto
isso, cerca de 3 mil pessoas continuam desaparecidas entre Nepal e
China. São 2.426 desaparecidos no Nepal e 554 no Tibete chinês,
entre moradores, turistas, peregrinos e trabalhadores de usinas hidrelétricas.
Pelo menos 540 deles são estrangeiros.
Após afirmar inicialmente que
conseguiria conduzir sozinho as operações de busca e salvamento, o governo do
Nepal voltou atrás e passou a aceitar ajuda da comunidade internacional para
acelerar os resgates.
Na sexta-feira (28), o
Ministério das Relações Exteriores havia informado que o país não precisava de
equipes estrangeiras para as operações gerais de busca.
Índia, China, Estados Unidos,
Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Sri Lanka e Bangladesh haviam manifestado
interesse em enviar socorristas, segundo o Kathmandu Post.
Horas depois, porém, as
autoridades mudaram de posição diante da dimensão da tragédia. Equipes
especializadas da Índia já chegaram ao país para auxiliar nas buscas, enquanto
outro grupo é aguardado da China.
Nepal pede apoio técnico para
resgates e identificação de vítimas
Segundo o ministro das
Relações Exteriores, Shisir Khanal, embora o Nepal agora aceite ajuda
internacional, o país necessita principalmente de apoio técnico especializado.
·
Entre as prioridades estão o resgate de pessoas
que podem estar presas em túneis de usinas hidrelétricas, a recuperação das
comunicações e do transporte em áreas onde pontes foram destruídas, a
identificação de corpos, a realização de exames de DNA e a ampliação da
capacidade de armazenamento de vítimas.
"Já fizemos pedidos por
serviços especializados e assistência técnica em áreas onde não temos expertise
e conhecimento técnico suficientes", afirmou Khanal à Reuters.
Equipes de resgate recuperaram
corpos em Chitwan e Nawalparasi, nas planícies do Nepal, a cerca de 100
quilômetros do epicentro do desastre.
Segundo Khanal, mais vítimas
devem ser encontradas nos próximos dias. Ele afirmou que hospitais da região
estão sobrecarregados e sem refrigeradores suficientes para armazenar os
corpos.
A enchente devastou áreas
próximas à fronteira com a China, destruindo cidades e danificando usinas
hidrelétricas.
Autoridades informaram que
escolas, hospitais, estradas, pontes e outras estruturas foram severamente
afetados. Cerca de duas dezenas de pontes foram destruídas, comprometendo o
transporte e as comunicações.
O governo pediu à Índia e à
China que antecipem a reabertura de rotas de transporte e comunicação nas áreas
atingidas.
Reconstrução deve custar até
US$ 5 bilhões
O ministro das Finanças
estimou que o Nepal precisará de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões (cerca
de R$ 20,8 bilhões a R$ 26 bilhões) para reconstruir as áreas
destruídas.
Segundo o governo, além das
operações de resgate, o país também deverá depender de apoio internacional para
recuperar a infraestrutura devastada pelas enchentes provocadas pelo colapso da
geleira na quarta-feira (26).
Via: G1
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